A poesia surge do espanto

Publicado em Pensando pensamentos, Quartos com as tags , , às Junho 26, 2009 por Jhônatas Cabral

 

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  “O poema nasce do espanto, e o espanto decorre do incompreensível. Vou contar um história: um dia, estava vendo televisão e o telefone tocou. Mal me ergui para atendê-lo, o fêmur de uma das minhas pernas roçou o osso da bacia. Algo do tipo já acontecera antes? Com certeza.  Entretanto, naquela ocasião, o atrito dos ossos me espantou. Uma ocorrência explicável, de súbito, ganhou contornos inexplicáveis. Quer dizer que sou osso? – refleti, surpreso. Eu sou osso? Osso pergunta? A parte que em mim pergunta é igualmente osso? Na tentativa de elucidar os questionamentos despertados pelo espanto, eclode um poema. Entende agora por que demoro 10, 12 anos para lançar um novo livro de poesia? Porque preciso do espanto. Não determino o instante de escrever: hoje vou sentar e redigir um poema. A poesia está além de minha vontade. Por isso, quando me indagam se sou Ferreira Gullar, respondo: às vezes.” 

Ferreira Gullar. Bravo, mar/2009   

Nesses tempos de colheita

Publicado em Poemas com as tags , às Junho 7, 2009 por Jhônatas Cabral

Poemas vividos são os que eu guardo na memória,

Na possível esperança de abri-los novamente.

Os anos podem até roubar a nitidez de meu olhar demorado,

Mas jamais usurparão o sentido, o valor de seu legado.

 

Sou incapaz de esquecer a constante busca das respostas,

Das quedas que ninguém chegou a ver,

Das travessuras de um menino,

Que não sabia que era tão penoso crescer.

 

Enchia meus bolsos daquilo que seria bom para os outros.

Vez por outra doava timidamente meus presentes.

E quando alguém me retribuía, em forma de palavras ternas,

Eu sorria, já podia levantar a cabeça.

 

Muitos dos poemas vividos estão distantes, outros descansam,

Mas são inseparáveis e fortes – Petrificam em mim.

Um deles disse que minhas pequenas mãos são bonitas;

Admiram-se até com meus desenhos abstratos.

 

Eu apenas sou grato a eles.

Não me atrevo a ser um soneto, nem rima perfeita.

Tão-somente, quero esvaziar meus bolsos cheios de sementes

Nesse corredor chamado vida, nesses tempos de colheita.

 

Jhônatas

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Publicado em Humor é tempero às Junho 7, 2009 por Jhônatas Cabral

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“O mundo das ideias religiosas”

Publicado em Espiritualidade às Junho 1, 2009 por Jhônatas Cabral

Às vezes me pego querendo compreender tudo: Anoto, armazeno na memória, investigo, debato, discordo, concordo, olho de lado, ironizo, interrogo, duvido e me apronto rumo ao conhecimento. Entretanto, como compreender o canto de um sabiá?  Ou como entender a lambida de afeto de uma leoa voraz no ferimento de seu filhote? É… Tem coisas que não foram feitas para compreender, mas simplesmente  amar. Eu penso tanta coisa louca sobre Deus que acho que ele vivi rindo de mim, assim como um pai que ri das travessuras dos seus filhos. Tenho a leve impressão que o meu Deus não é diferente do seu, pois geralmente os nossos deuses são reflexos de nossos espelhos. Por exemplo, amo jardins e vejo um Deus jardineiro. Há aqueles que gostam de vingança, qual seria o Deus deles? Acho que é por isso que as religiões existem: para abrigar deuses diversos (ou engaiolá-los)

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Jhônatas

Oração de uma criança

Publicado em Espiritualidade, Pensando pensamentos às Junho 1, 2009 por Jhônatas Cabral

“Deus, que os maus não sejam tão maus e que os bons não sejam tão chatos. Amém.”

Publicado em Espiritualidade, Pensando pensamentos com as tags , , às Junho 1, 2009 por Jhônatas Cabral

Não é preciso acreditar em Deus para orar. A mãe que arruma o quarto para o filho que já morreu está orando. Ela ora diante de uma ausência. As ausências são a morada dos objetos amados que se perderam no tempo. Oração é a saudade transformada em poema. Oração é o suspiro da criatura oprimida.

Rubem Alves

“in dubio pro reu”

Publicado em Cristianismo, Espiritualidade, Sobre filmes e reflexos com as tags , , , , , às Junho 1, 2009 por Jhônatas Cabral

A presunção de inocência é uma das primeiras coisas que aprendemos no Direito. Este filme reflete exatamente a intolerância dos prejulgamentos, o quanto podemos destruir pessoas com palavras, falsas acusações ou simplesmente não ouvir o outro – convicções perigosas.

Duvida

A travessia de Deus?!

Publicado em Cristianismo, Espiritualidade, Pensando pensamentos com as tags , às Maio 5, 2009 por Jhônatas Cabral

“Deus procura a Si mesmo em nós, e a aridez e o pesar do nosso coração são o pesar de Deus que não é conhecido em nós, que não pode encontrar a Si mesmo porque não ousamos acreditar ou confiar na incrível verdade de que Ele pode viver em nós, e o faz por escolha, por preferência. Mas de fato existimos somente para isto: para sermos o lugar que Ele escolheu para Sua presença, Sua manifestação no mundo, Sua epifania.”

 

Thomas Merton

William, o Douglas!

Publicado em Dicionário de Amigos, Espiritualidade, Fotografias com as tags , , , às Maio 2, 2009 por Jhônatas Cabral

Conhecê-lo pessoalmente foi algo bem marcante. Suas primeiras palavras, após uma bela exposição de suas conquistas e trajetórias vitoriosas, foram: “Não se impressionem com o meu currículo”, e assim pude perceber desde o primeiro aperto de mão: Posso chamá-lo de William!

William Douglas e Jhônatas

Suas exortações estão bem gravadas em minha mente e adicionadas ao meu bolso de menino, sempre cheio de coisas legais. Um dia, se Deus permitir, terei também o privilégio de escrever e contar a muitos sobre meus fracassos, aquilo que foi ponte para alcançar meus sonhos, não é William?

Sim, podemos ser melhores que nós mesmos. Acordarmos de manhã e fazer o que amamos, evitando repetir os erros, encontrando o poder da graça – A vida em si. Cotidianamente, parece que o propósito de nossa existência está a nos chamar, sua paciência é infinita e ele acredita que iremos encontrá-lo.

 

Jhônatas Cabral

 

Eclesiastes 3, Drummond e humildade

Publicado em Quartos às Abril 9, 2009 por Jhônatas Cabral

Lá no livro bíblico de Eclesiastes, capítulo 3, há tempo para tudo. Sempre ficava imaginando minha vida através daqueles versos. Dia a dia vou vivendo cada tempo… Humildade é também bater as sandálias, tirar o pó e ir embora. 

    

 

 

Jhônatas