Foto-poesia!

Outubro 23, 2009
Del e Gil na praia de Paripueira-AL

Del e Gil na praia de Paripueira-AL


Proseando com Douglas

Outubro 22, 2009

Estávamos em uma praça de alimentação na faculdade quando, subitamente, pensei em Nietzsche e nos que dizem que cometeu suicídio. Perguntei ao Douglas qual seria a razão, o motivo pelo qual ele achava ser a causa daquele ato (Se, de fato, ele suicidou-se). Enquanto ele pensava, eu mesmo me encarreguei de responder citando várias teorias de Nietzsche, seu ceticismo e sua teologia metafísica baseados na rejeição da fé-segurança e por conseqüência dessa auto-afirmação e da não imposição de dogmas sua forma de morrer atraia o suicídio ou vice e versa. No entanto, a resposta de Douglas foi muito mais inteligente e satisfatória: “Sei lá, acho que foi por causa de alguma mulher”


Na Livraria com Maria

Outubro 22, 2009

Estava em uma livraria, ao olhar algumas revistas, quando escuto uma voz:

–  Gosto demais dele! (se referia à imagem de Barak Obama na capa de uma revista)

–  Ele simboliza muita esperança, respondi.

 – Não simboliza, ele “é” um bom homem e sua trajetória de vida confirma isso. (argumentou)

 Logo percebi que era melhor ficar ouvindo-a do que replicar.

– Não estranhe, gosto de conversar e falar alto, disse ela.

– Tudo bem, eu gosto de ouvir!

Aproximadamente umas duas horas em pé, parecia que nos conhecíamos a muito tempo; ela me fazia sorrir demasiadamente, me surpreendia com suas diabruras contadas, dividia lições de vida  até meu celular  tocar e me lembrar de meu compromisso.

Seu nome era Maria Cristina (acho que deveria ter uns 57 anos).  Quanta espontaneidade e sinceridade… a travessia foi ótima!     


Revisões insólitas

Outubro 2, 2009

Fim de noite e também estou com saudades de mim. Escrevo meus pensamentos, mas só desejo citar Thomas Merton:

Uma das chaves para a verdadeira experiência religiosa ( prefiro espiritual ) é a compreensão esmagadora de que, não importa o quanto nos detestemos, Deus não nos detesta. Essa percepção nos ajuda a entender a diferença entre nosso amor e o dele. O nosso é uma necessidade; o dele, uma dádiva.


Uma paixão nova

Agosto 29, 2009

Estou cada vez mais me apaixonando pelo talento e musicalidade de Sarah Groves. Esta canção tem algo que me toca profundamente…

Add to the beauty, live with Steve Mason from Jars of Clay.

Tradução: Gladir Cabral

“Contribua com a beleza”

(Sarah Groves & Matt Bronlewee)

Chegamos com belos segredos
Chegamos com propósitos escritos em nossos corações, escritos em nossas almas
Chegamos a cada manhã
Com possibilidades que só nós podemos ter, somente nós podemos ter

A redenção vem a lugares estranhos, pequenos espaços
Chamando pelo melhor que somos

E eu contribuo com a beleza
Para contar uma história melhor
Eu quero brilhar com a luz
Que queima dentro de mim

Ela chega em pequenas inspirações
E traz redenção à vida e à obra
A nossas vidas e nosso trabalho

Ela chega em uma comunidade amorosa
Ela chega ajudando a alma a encontrar seu valor

A redenção chega a estranhos lugares, pequenos espaços
Chamando pelo que somos de melhor

E quero contribuir com a beleza
E contar uma história melhor
Eu quero brilhar com a luz
Que queima dentro de mim

Isto é graça: um convite à beleza
Isto é graça: um convite

A redenção chega a estranhos lugares, pequenos espaços
Chamando pelo que há de melhor em nós

E eu quero contribuir com a beleza
Contar uma história melhor
Eu quero brilhar com a luz
Que queima dentro de mim


Intuição

Julho 24, 2009

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Hoje me deu muita vontade de atualizar isso aqui, melhor dizendo, conversar com vocês. Pensei no uso de metáforas (são excelentes para comunicar sobre nós mesmos), mas optei pelo puro improviso. Descobri que intuição também requer conhecimento. Logo, por ser uma forma de conhecimento imediato, floresce de uma percepção pronta e clara como um feixe de luz em meio à escuridão. Esse “sentido aranha” não é posse exclusiva das mulheres, mas sim da pessoa que já viveu muitas experiências e juntou, dentro de si, todos os cacos quebrados de seu universo particular transformando-os em mosaicos de sensações.


Julho 24, 2009

  

 ”Quando um assunto se torna tema para o humor dos cartunistas é porque já se tornou objeto de uma aflição coletiva”

(Rubem Alves)

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A poesia surge do espanto

Junho 26, 2009

 

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  “O poema nasce do espanto, e o espanto decorre do incompreensível. Vou contar um história: um dia, estava vendo televisão e o telefone tocou. Mal me ergui para atendê-lo, o fêmur de uma das minhas pernas roçou o osso da bacia. Algo do tipo já acontecera antes? Com certeza.  Entretanto, naquela ocasião, o atrito dos ossos me espantou. Uma ocorrência explicável, de súbito, ganhou contornos inexplicáveis. Quer dizer que sou osso? – refleti, surpreso. Eu sou osso? Osso pergunta? A parte que em mim pergunta é igualmente osso? Na tentativa de elucidar os questionamentos despertados pelo espanto, eclode um poema. Entende agora por que demoro 10, 12 anos para lançar um novo livro de poesia? Porque preciso do espanto. Não determino o instante de escrever: hoje vou sentar e redigir um poema. A poesia está além de minha vontade. Por isso, quando me indagam se sou Ferreira Gullar, respondo: às vezes.” 

Ferreira Gullar. Bravo, mar/2009   


Nesses tempos de colheita

Junho 7, 2009

Poemas vividos são os que eu guardo na memória,

Na possível esperança de abri-los novamente.

Os anos podem até roubar a nitidez de meu olhar demorado,

Mas jamais usurparão o sentido, o valor de seu legado.

 

Sou incapaz de esquecer a constante busca das respostas,

Das quedas que ninguém chegou a ver,

Das travessuras de um menino,

Que não sabia que era tão penoso crescer.

 

Enchia meus bolsos daquilo que seria bom para os outros.

Vez por outra doava timidamente meus presentes.

E quando alguém me retribuía, em forma de palavras ternas,

Eu sorria, já podia levantar a cabeça.

 

Muitos dos poemas vividos estão distantes, outros descansam,

Mas são inseparáveis e fortes – Petrificam em mim.

Um deles disse que minhas pequenas mãos são bonitas;

Admiram-se até com meus desenhos abstratos.

 

Eu apenas sou grato a eles.

Não me atrevo a ser um soneto, nem rima perfeita.

Tão-somente, quero esvaziar meus bolsos cheios de sementes

Nesse corredor chamado vida, nesses tempos de colheita.

 

Jhônatas

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Junho 7, 2009

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