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Arquivo da tag: liberdade

O dIa Da DeScObErTa

 

Há questões apresentadas a nós pelas quais teoria alguma dará sentido.Teses e doutorados ficarão dependentes da fé de cada um. O acreditar será o mais importante núcleo dos problemas e a chave das portas da liberdade.

Junto a essa fé teremos a escolha de sermos escravos, e digo escolha e escravo, pois o que era sacrifício transforma-se em privilégio e encontramos a real liberdade.

Haverá um dia em que nossos sonhos virão como um belo e raro passarinho. Poucos poderão contemplá-lo, pouquíssimos irão tocá-lo e quase ninguém ouvirá seu canto.

O dia da descoberta é todos os dias.

O dia dos artigos terem vida, o dia de não tentar mudar as pessoas e sim mudar-se para que essas pessoas se sintam atraídas pela sua mudança.

Mas há de ter o dia de viver os meus próprios sonhos, adormecidos, submissos apenas aos sonhos de Cristo, despertados.

Já concordo com C. S. Lewis: “Você não vai descobrir o guerreiro, o poeta, o filósofo ou o cristão se ficar olhando para ele como se fosse seu amante; é melhor lutar a seu lado, ler com ele, discutir e orar com ele”.

 

Jhônatas Cabral

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Publicado por em junho 25, 2008 em Quartos

 

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Mesmo quando o pouco é muito!

Ontem foi e poderia ser.
Hoje poderia ser, apenas é.
Amanhã será. Será?

Gosto de brincar com os trocadilhos de meus pensamentos, principalmente tratando-se de sonhos. É fantástico quando podemos escrever e falar aquilo que acreditamos e, sobretudo, vivenciamos. O paralelo torna-se encontro.

Além de ser feliz, estou feliz. Voltei a sonhar, voltei a encontrar a força, a coragem. Tenho a leve impressão que o doador de sonhos sempre me falava apenas não o convidava a fazer morada, a brincar de trocadilho comigo.

Muitos guerreiros se alegram pelas privações e os gigantes da próxima batalha; não sei se sou um deles, mas sei que estou alegre. Aliás, eu só quero expressar isso como um reflexo de espelho e sorrir para mim.

Jhônatas Cabral

 
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Publicado por em junho 17, 2008 em Quartos

 

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Café com Letras, num capítulo qualquer.

         

 

               Sou um amante da prosa, dessa forma livre de criatividade, dos versos imperfeitos, da benfeitoria da prosopopéia que humaniza os caprichos do poeta. Carecemos das palavras selvagens, da possibilidade de o dizer e o pensar. Não obstante, vez por outra, nos prendemos aos versos, servos do interlúdio poético, como passagem à música regente da prosa. Essa verdade vestida, tão Cristã!

 

Ensandeço, sim! Prudentemente, sobretudo, nas parábolas, nos contos, onde sutilmente nossa alma é penetrada, sondada, pela imortalidade do conhecer-se.

 

Se deveras me torno ambíguo, é porque a naturalidade das coisas se mostra por meus tons abstratos, por minhas bolhas quadradas… Faço festas, convido os pensamentos num sarau em círculos e cantamos nesse voluntário ritual. Afinal, pássaros selvagens sempre retornam ao pomar dos que os alimentam pelo simples prazer de alimentar.     

 

 

 
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Publicado por em maio 22, 2008 em Quartos

 

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Árvores… Um ótimo pseudônimo!

“Não quero ser um deus ou um herói, apenas tornar-me uma árvore, crescer um longo tempo, e não ferir ninguém”.(Czeslaw Milosz)

Sem desmerecer o pensamento autobiográfico deste admirável poeta, antes arrendando ao meu, fico a pensar que uma árvore pode indiretamente ferir pessoas. Talvez essa seja uma justificativa irônica, pois só assim consigo entender o desmatamento, o arrancar de árvores que não querem ferir ninguém. Árvores mal interpretadas que são vistas como deuses em exibição, heróis com segundas intenções, hereges com uma visão errônea, revolucionários sem mérito, sensíveis demais, e outros “bla, bla, bla”.

Árvores que incomodam, afinal em um meio urbano, árvore que cresce atrapalha, prejudica o bem social, então por um bem maior,  e como “os fins justificam os meios”, o sacrifício de ferir uma árvore é mais que válido, é fundamental.

Pura demagogia. Quanta democracia disfarçada! É coerente que toda democracia necessite de um controle, mas um controle harmonioso e não cortante.

Em nome desse controle a ordem não pode ser questionada, não se vive o que muito se prega, o “ganhar o teu irmão” escrito nas escrituras sagradas em Mateus 18.15 é sufocado, pois não se precisa mais de diálogos, conciliações, já se tem a ordem e ela é condição sinequanon, ou seja, árvores que devem ser cortadas. Estão crescendo demais… O que isso acarretará?

Em meio aos meus pensamentos imperfeitos, imagino que essas árvores não têm nem a escolha do suicídio (e Aleluia por isso), pois sua natureza é enraizada, mesmo que sua raiz fique bamba e morra, não acredito que ela morra totalmente. Se ainda existir um “cheiro” de água ela ainda estará lá. Mesmo cortada, algum vestígio de sua raiz dará vida, talvez a outra árvore.

E assim, sem poder se defender, sem querer ferir ninguém, ela continua sua jornada, ela cresce. Até o dia que plenamente alcance o céu, ou simplesmente o coração das almas cortantes.

 

Jhônatas Cabral 

 
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Publicado por em janeiro 24, 2008 em Espiritualidade

 

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