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Arquivo da tag: Chesterton

Novamente

É sábado de manhã. Tive a oportunidade de dormir quando amanheceu (como de costume), mas acordo às 10 – 10 “pras” 10. Para ir ao banheiro, preciso passar pela cozinha e, passando pela cozinha, preciso me alimentar mesmo sem fome. Eu reparo em volta e vejo uma caixa grande cheia de presentes que pertence à minha irmã; a chamo de mamãe Noel e admiro aquela caixa (já imagino os sorrisos de quem ganharia os presentes). Nos Vemos em volta da mesa com minha mãe e minha outra irmã. Conversamos sobre aqueles presentes. Minha mãe se preocupa com o dinheiro gasto, eu também tento explicar contabilmente como ela deveria ter economizado. Percebo que sou um tolo mesmo, não deveria apenas ficar com os pensamentos de alegria? Deito na rede e minha mãe começa a tocar num assunto que me chateia e seu tom de voz não me agrada. Volto ao meu quarto, mas antes solto uma frase irônica em confronto a tudo que ela me disse. Com a porta trancada, ligo o som e começo a escutar o DVD ao vivo “Time Again” de Amy Grant… Sua música acalma minha alma… Não demora muito, penso sobre tudo que minha mãe disse em suas palavras duras e pré-julgamentos. Ela está certa, eu que estou errado mesmo, mas bem que ela podia conversar de uma forma mais amigável… Não! Pensando bem, não. Essa era a forma certa de me deixar refletindo com mais urgência. Olho para minha estante de livros e um, todo laranja, me chama a atenção. Começo a ler aleatoriamente as palavras que já haviam sido marcadas em outras leituras. Ao passo que virava as páginas me via sorrindo novamente, Deus se fez presente mesmo num dia sem cor… (ah, o livro laranja é ORTODOXIA, de Chesterton). Esse trecho me fez dividir tudo isso e sentir a necessidade de reparti-lo:

“Pelo fato de as crianças terem uma vitalidade abundante, elas são espiritualmente impetuosas e livres; por isso querem coisas repetidas, inalteradas. Elas sempre dizem: “Vamos de novo”; e o adulto faz de novo até quase morrer de cansaço. Pois os adultos não são tão fortes o suficiente para exultar na monotonia. Mas talvez Deus seja forte o suficiente para exultar na monotonia. É possível que Deus todas as manhãs diga ao sol: “Vamos de novo”; e todas as noites à lua: “Vamos de novo”. Talvez não seja uma necessidade automática que torna todas as margaridas iguais; pode ser que Deus crie todas as margaridas separadamente, mas nunca se canse de criá-las. Pode ser que ele tenha um eterno apetite de criança; pois nós pecamos e ficamos velhos, e nosso Pai é mais jovem do que nós. A repetição na natureza pode não ser mera recorrência; pode ser um BIS teatral. O céu talvez peça BIS ao passarinho que botou um ovo.”

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Publicado por em dezembro 19, 2009 em Espiritualidade, Pensando pensamentos

 

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Os inimigos do voo

“Nos antigos quadros cristãos o céu por sobre todas as figuras é como um paraquedas em azul e dourado. Todas as figuras parecem prontas para alçar voo e flutuar nos céus. A capa esfarrapada do mendigo o sustenta no ar como as raiadas plumagens dos anjos. Mas os reis com seu ouro pesado e os orgulhosos com suas vestes de purpura tenderão todos eles, por sua própria natureza, a descer e afundar-se, pois o orgulho não pode atingir a leveza  ou a levitação. O orgulho é a resistência que empurra para baixo, presente em todas as coisas, para uma solenidade fácil.”

Chesterton

 
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Publicado por em dezembro 5, 2009 em Pensando pensamentos

 

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Gilbert Keith, O Chesterton!

O jornal London Times, certa vez, solicitou a vários escritores que respondessem à pergunta: “O QUE HÁ DE ERRADO COM O MUNDO?”.

O vencedor foi CHESTERTON com essa resposta:

Prezados Senhores:

Eu.

Atenciosamente,

G. K. Chesterton

 
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Publicado por em novembro 14, 2008 em Pensando pensamentos

 

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Um livro que comerei com um enorme prazer!

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Em estado de êxtase, numa livraria, vi a capa da edição centenária de ORTODOXIA de G.K. CHESTERTON. Comecei a ler as primeiras palavras e quando me dei conta, já fazia o pagamento no caixa ansiosamente.

 

“Essa é a emocionante aventura da ortodoxia. As pessoas adquiriram o tolo costume de falar de ortodoxia como algo pesado, enfadonho e seguro. Nunca houve nada tão perigoso ou tão estimulante como a ortodoxia. Ela foi a sensatez, e ser sensato é mais dramático que ser louco. Ela foi o equilíbrio de um homem por trás de cavalos em louca disparada, parecendo abaixar-se para este lado, depois para aquele, mas em cada atitude mantendo a graça de uma escultura e a precisão da aritmética.”

 

Chesterton

 

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