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Arquivo mensal: janeiro 2008

Arquétipos

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Era um homem com sombra de cachorro,
que sonhava ter sombra de cavalo,
mas era um homem com sombra de cachorro.
E isto, de algum modo o incomodava.
Por isto, aprisionou-se num canil.
E altas horas da noite,
enquanto a sombra lhe agrava,
sua alma em pêlo galopava.”

(Affonso Romano de Sant´Anna)

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Publicado por em janeiro 27, 2008 em Pensando pensamentos

 

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Na travessia de uma alegria de menino!

Pai

João Cabral 
por Jhônatas Cabral

  Esta foto expressa a paixão, a “secura” por futebol do meu pai. Um sonho nunca envelhecido. Um garoto, uma bola, uma arte. 

 
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Publicado por em janeiro 27, 2008 em Fotografias

 

Amigo Del!

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Quanto de nós encontramos nos amigos?
Tudo: Diferenças e igualdades.
Nessa matemática a soma sempre aparece e não é que começamos a dividir?
Amigo Del, alma gêmea de sonhos.
Sonhos doados por Deus, que encontramos nas esquinas da amizade.
Um a um vai chegando, um a um vai abraçando.  
Um a dois, dois a Um.
Numa só voz e timbres diferentes.
Um tenor suave e um baixo profundo,
Amigos.
Nem precisamos usar as palavras
e como é bom,
a necessidade transforma-se em naturalidade
sem obrigações.
Assim, o respirar é tão simples quanto precioso.
Assim cultivamos os amigos e ponto final
Jhônatas Cabral
 
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Publicado por em janeiro 24, 2008 em Dicionário de Amigos

 

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Publicado por em janeiro 24, 2008 em Humor é tempero

 

Árvores… Um ótimo pseudônimo!

“Não quero ser um deus ou um herói, apenas tornar-me uma árvore, crescer um longo tempo, e não ferir ninguém”.(Czeslaw Milosz)

Sem desmerecer o pensamento autobiográfico deste admirável poeta, antes arrendando ao meu, fico a pensar que uma árvore pode indiretamente ferir pessoas. Talvez essa seja uma justificativa irônica, pois só assim consigo entender o desmatamento, o arrancar de árvores que não querem ferir ninguém. Árvores mal interpretadas que são vistas como deuses em exibição, heróis com segundas intenções, hereges com uma visão errônea, revolucionários sem mérito, sensíveis demais, e outros “bla, bla, bla”.

Árvores que incomodam, afinal em um meio urbano, árvore que cresce atrapalha, prejudica o bem social, então por um bem maior,  e como “os fins justificam os meios”, o sacrifício de ferir uma árvore é mais que válido, é fundamental.

Pura demagogia. Quanta democracia disfarçada! É coerente que toda democracia necessite de um controle, mas um controle harmonioso e não cortante.

Em nome desse controle a ordem não pode ser questionada, não se vive o que muito se prega, o “ganhar o teu irmão” escrito nas escrituras sagradas em Mateus 18.15 é sufocado, pois não se precisa mais de diálogos, conciliações, já se tem a ordem e ela é condição sinequanon, ou seja, árvores que devem ser cortadas. Estão crescendo demais… O que isso acarretará?

Em meio aos meus pensamentos imperfeitos, imagino que essas árvores não têm nem a escolha do suicídio (e Aleluia por isso), pois sua natureza é enraizada, mesmo que sua raiz fique bamba e morra, não acredito que ela morra totalmente. Se ainda existir um “cheiro” de água ela ainda estará lá. Mesmo cortada, algum vestígio de sua raiz dará vida, talvez a outra árvore.

E assim, sem poder se defender, sem querer ferir ninguém, ela continua sua jornada, ela cresce. Até o dia que plenamente alcance o céu, ou simplesmente o coração das almas cortantes.

 

Jhônatas Cabral 

 
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Publicado por em janeiro 24, 2008 em Espiritualidade

 

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Maravilhoso e profundo como um despertar de uma lembrança.

 
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Publicado por em janeiro 20, 2008 em Sobre filmes e reflexos

 

Deu vontade de escrever…

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Escrevo sempre
o desejo
do que vejo
por entre o meio do desprezo
e da dor.
Afim de que se torne maravilhoso
aquele desejo
do que vejo
por entre o meio
do afeto e do amor.
Ainda resta tanta coisa a escrever, sobretudo a amar.
Se precisar uso as palavras, se precisar brinco de seriedade.
Se precisar faço rima, se precisar não sou preciso.
Mas já preciso, todavia, da voz alada dos sonhos de menino.
E preciso das mãos para viver a escrita.
Dar vida às letras, o sentido do escrito.
Jhônatas Cabral
 
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Publicado por em janeiro 13, 2008 em Poemas

 

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