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Arquivo da tag: Adélia Prado

Estou curado!

No meu diário de insônia de hoje escrevi um testemunho de cura, mas como uma cura pode ser libertação e possessão ao mesmo tempo? Eu explico. É que (tal como criança) me deu tanta vontade de desenhar… aqueles desenhos abstratos feitos com lápis de cera e folha de ofício… Eu postei aqui no blog e fui curado em nome do vento! Aleluia! Eu fui possuído pelo vento novamente e comecei a amar as coisas belas que estavam perdidas no fundo de mim, e elas se tornaram presentes de novo. Aí me juntei em prece à Adélia Prado – “Meu Deus, me dá cinco anos, me dá a mão, me cura de ser grande…”  

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Publicado por em julho 21, 2010 em Espiritualidade, Quartos

 

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“Até as pedras clamarão”

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“Ás vezes Deus me tira a poesia.Olho pedra, vejo pedra mesmo”. (Adélia Prado) Não consigo imaginar isso pra mim. Percebi o que Adélia quis expressar: Um deserto, um silêncio depressivo. Mas como Deus tira a poesia? Muitas de nossas lamentações são poesias, os salmistas comprovam muito bem. A pedra bruta é poética, é simples, me arranca sorrisos, vejo um milagre, não pode ser condenada por aquilo que fazemos ou deixamos de fazer, até porque o rir não é superior ao choro. Às vezes encontramos a cura da alma nessas pedras… Não é necessário transformá-la em magia ou algo sobrenatural e sim, construir algo, sermos artistas das coisas incompletas, das coisas cruas que temos o prazer de inventar, recriar e prosear. Ver o mundo com a cegueira das coisas já vistas, parar um pouco, refletir e concordar que há sempre algo despertador no mundo das coisas antigas, há riquezas nos mercados, na simplicidade de seres brutos. Tudo até pode está no mesmo lugar, contudo há sempre algo novo a perceber. Em 1994, após anos de silêncio poético, sem nenhuma palavra, nenhum verso, ressurge Adélia Prado com o livro O homem da mão seca. Conta a autora que o livro foi iniciado em 1987, mas, depois de concluir o primeiro capítulo, foi acometida de uma crise de depressão, que a bloquearia literariamente por longo tempo. Disse que vê “a aridez como uma experiência necessária” e que “essa temporada no deserto” lhe fez bem. “O que se passou? Uma desolação, você quer, mas não pode. Contudo, a poesia é maior que a poetisa, e quando ela vem, se você não a recebe, este segundo inferno é maior que o primeiro, o da aridez.” (Adélia Prado)

 

 

Jhônatas Cabral

 
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Publicado por em fevereiro 19, 2008 em Poemas

 

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