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Arquivo mensal: agosto 2008

Amizadear

Jardins

 

Amigos se entendem sem precisar falar.
Vivem em sintonia nos pensamentos,
na alegria ou no pezar.
Vez por outra, costumam expressar:
– Acho que já nos conhecemos de muito tempo
ou talvez de algum lugar.
Proseiam lembranças e brotam acalantos ternos
onde os abraços e a estima aquecem o coração.
Não existe a tristeza que não possa ser valiosa.
Antes, os laços que prendem suas vidas são revestidos de ternura de criança,
daquele olhar benfeitor.
A cada dia se percebem amigos;
Afinal, riem juntos com os ponteiros parados de um tempo
que se apressa em contar as horas de uma nova chegada, de uma nova estação.
Amigos se gostam e se encontram sempre na simplicidade.
Eles deixam todos bem perto, ou seja, livres.
Nos amigos, os sonhos são revelados e a taça nunca está vazia…
há um destino de felicidade a cada prosa, a cada travessia.

Os amigos
são
jardins.
 
 

   Jhônatas Cabral (Agosto -2008) 

 

 

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Publicado por em agosto 26, 2008 em Poemas

 

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Donos da verdade

* Pitágoras era conhecido entre os gregos como um oriental, usava um turbante ou faixa no cabelo e se vestia à moda oriental. Segundo alguns, ele tinha estreitas relações com os povos hiperbóreos, um povo misterioso do norte e oriente amigo do deus sol… Mais provável é que Pitágoras tinha fortes vínculos com a raça e sociedade semi-secreta dos magos egípcios, caldeus e persas. Com eles Pitágoras teria aprendido a formar grupos de aprendizes, escolhidos segundo características fisiognomicas e treinados para conhecerem e guardarem segredos. Conta-se que um dos discípulos de Pitágoras apresentou uma teoria até então inovadora e mágica: Os Números Irracionais; revelou-se uma grande descoberta, mas o problema é que não foi criada por ele  – O grande gênio, mas por um alguém. Logo em seguida o discípulo apareceu morto, afogado no mar. 

* (portrasdacortina.blogspot.com  Adaptado)

  

 

É… Prefiro correr o risco de ser “afogado” a deixar de ser eu mesmo.

 

Ah! Quantos demagogos existem… Quantos donos da verdade querem nos enfraquecer, nos afogar. Buscam sempre os holofotes e nos reservam as cortinas. No entanto, quem se esconde atrás das cortinas é alguém que também tem luz, idéias, coisas boas a repartir. Querem apenas plantar, mesmo que não recebam a colheita de suas sementes.

 

Feliz daquele que pode ter compaixão desses donos da verdade, mas que não se esquece, entretanto, de se amar primeiro. Não confunde o que dizem, interpretam e o que pensam a seu respeito, daquilo que verdadeiramente ele o é.

 

Sempre alguém será melhor do que você, do que eu, em alguma área, algum projeto, alguma missão. É por isso que somos diferentes e nos completamos. É fácil de entender isso, o difícil é praticar… Libertar-se do ser centralizador, abrir as cortinas para um alguém de vez em quando. Alguém disse pra você que irás fracassar? Então responda: Só irei fracassar quando eu acreditar que irei fracassar. E assim por diante.

 

Engraçado, que paradoxo! Aprendendo a ser quem eu sempre fui, descobrindo que donos da verdade só assim serão se eu permitir. Silenciar? Ainda não. 

Jhônatas Cabral

   

 
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Publicado por em agosto 26, 2008 em Quartos

 

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“Morro do Careca”

Meu pai, inocentemente, nem imaginou que seria protagonista de mais um dos meus registros inusitados. Dizem que a calvice é hereditária; ciência a parte, percebo que é verdade. Certa vez, o perguntei o que ele achava que existia de mais parecido entre nós, para minha surpresa ele respondeu: – “Sua honestidade”. Fiquei meio emocionado e calado com a mistura de sentimentos: Exaltação e preocupação.   

 

Registro: Morro do Careca (Praia de Ponta Negra – Natal) e Sr. Cabral 

 

 
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Publicado por em agosto 21, 2008 em Fotografias

 

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Existe o tempo das reticências e o do ponto final.

O verdadeiro realista, se incrédulo, vai sempre encontrar força e capacidade para descrer do milagroso, e se for confrontado com um milagre como fato irrefutável vai de preferência descrer de seus próprios sentidos em vez de admitir o fato. A fé não […] brota do milagre, mas o milagre da fé.

Fiodor Dostoievski

 
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Publicado por em agosto 21, 2008 em Espiritualidade

 

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Eis que surge a graça!

A qualidade da misericórdia não está deformada. Cai como a mansa chuva vinda do céu… E o poder da terra vai então mostrar-se como o de Deus, Quando a misericórdia tempera a justiça.

Shakespeare, O mercador de Veneza

 

 
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Publicado por em agosto 21, 2008 em Espiritualidade

 

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Enxergando no escuro

“Disse eu a minh’alma: aquieta-te e deixa

as trevas virem sobre ti,

O que será a escuridão de Deus. …

Disse eu a minh’alma:

aquieta-te e espera sem esperança

Pois a esperança seria esperança pela coisa errada;

espera sem amor

Pois o amor seria amor pela coisa errada; ainda há fé

Mas a fé e o amor e a esperança estão todos eles

no aguardar.”

 

— T. S. Eliot, “East Coker”

 
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Publicado por em agosto 13, 2008 em Pensando pensamentos

 

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!

Há dias que verdadeiramente me pergunto: Afinal de contas, por que motivo estou aqui?

Rodeado de minhas metas, de minhas ambições, de coisas importantes a se fazer, a conquistar, a me tornar… Esse emaranhado de cousas que norteiam nossas vidas como realização pessoal, a não desistência dos nossos sonhos e tantos outros clichês. Fico a refletir, com semblante melancólico, sobre o real sentido de viver. Não dá para não pensar se vivo mais dando alegria ou tristeza a Deus. Como fazê-lo feliz? Entre sabedorias mundanas e sapiências cristãs minha alma clama por simplicidade, e o quanto ela me cobra…  

Recorro ao manual do Fabricante e encontro, em forma de canção, uma exclamação em detrimento à minha pergunta. Maior que a vida, maior que a morte, maior que a própria razão.

CORÍNTIOS 13 (Stênio Marcius)

Quisera eu falar as línguas das nações
E aos povos irmanar em puras intenções
Deve ser doce, enfim, a língua angelical
Clamar com os serafins o Nome sem igual
E se eu profetizar, mistérios desvendar
Saber qual a razão de estrelas na amplidão
Se eu não tiver amor, de nada valerá
Eu viverei só pra saber o que é viver em vão
Quisera fé maior pra que eu vencesse o mal
E ao Pai servir melhor, pureza mais real
Oferecer os bens a quem mais precisar
Ir longe, muito além, a vida entregar
E eu que nada sou, não tenho muito a dar
Mas se eu tiver amor na vida que eu levar
Eu saberei , então, que o pouco que eu fiz
Não foi em vão, valeu a pena sentir meu Deus feliz!
 
 
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Publicado por em agosto 6, 2008 em Espiritualidade

 

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