RSS

Arquivo da tag: contos

Meu irmão inquisidor

 

A vida do egocêntrico é um foco de sofrimento. O “eu” contra todos – Assim pensa. As pessoas contrárias ao seu ego tornam-se seus oponentes. Ele se percebe separado dos outros, pois sua mente é separatista. E essa é a origem de todas as guerras.

Jesus Cristo viveu essa mensagem: o diferente tem de ser riqueza, vida em comunhão. Difícil é vivê-la, seguir o mestre. Temos que aprender com as diferenças. Afinal, a dor do oriental é igual à dor do ocidental.

Eu sei. Meu irmão inquisidor também sabe. O problema é seu orgulho que não o deixa ser vencido, “humilhado” novamente. Ora, ele aprendeu a se amar primeiro e segundo, quando não sentia o amor de sua mãe. Aprendeu a conquistar lutando, quando muitos desejaram sua queda. E até tentou se apegar a amigos, mas estes os decepcionaram.

Então, todos os dias, ele se reveste com as armaduras da prepotência e, com as máscaras da solidariedade, tenta provar (a todo custo) que os fins sempre justificam os meios. Sua idealização e suas verdades são inquestionáveis. Nesse sentido a democracia é sua inimiga, pois dá muita margem às besteiras dos revolucionários.

Sua melhor estratégia é ser indiferente a mim. Ignorar que seu irmão mais novo possa exercer alguma influência positiva em sua vida. Afinal, “o que um pivete, que eu vi crescer, pode trazer de melhor para essa comunidade além do que eu já trago?” – seu olhar, muitas vezes, me dava essa leitura de mente. Por outras vezes eu tinha a impressão de que me ignorava exatamente por saber que eu poderia ajudar tanto quanto.

Hoje vivemos cada vez mais separados…

A dor da separação é a própria natureza em conflito.  A vida vai nos provar que homem nenhum é uma ilha, assim como uma gota é parte de um oceano.

 

 

Anúncios
 
1 comentário

Publicado por em dezembro 5, 2009 em Quartos

 

Tags: , , , , , , ,

Amor em silêncio

 

                                                                

Eu a vi.

Ela olhou pra mim,

E sorriu.

Eu fiquei olhando, relutei, mas olhei novamente.

Ela não olhou mais,

Seguiu.

Em minha mente não.

Ela olhou de novo, veio ao meu encontro.

Pois é como teria de ser.

Ela voltando, já que fui tantas vezes…

Anos sonhando, dez segundos de realidade.

Realidade que só podia ser sonhada, desejada.

Como pode dez segundos ser uma eternidade?

E como pode uma eternidade ter um fim?

E como, em meio a tudo isso,

Prevalece a paz de tão-somente vê-la sorrir?

Silencio… Quero viver o sonho, mas querer já não é poder…

Escrevo, pois já não se torna tão silêncio.

As palavras formam uma pausa desse amor

e contrario suas regras…

Contudo, fico quite com minha natureza amante e expressiva

Pela qual me torno mais forte, mesmo sendo fraco.

[E já divido espinhos com Paulo, o apóstolo].

Dez segundos,

Uma flor azul,

Um sorriso “monalisa”

E um seguir em frente.

Jhônatas Cabral

 
9 Comentários

Publicado por em outubro 30, 2008 em Poemas

 

Tags: , , , , ,