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Arquivo mensal: julho 2008

Gostaria muito de dormir mais cedo…

Ao findar o dia, no lapso da reflexão, na despedida dos olhos abertos, restam-me as palavras, as quais tornam-se minhas súditas, meus palhaços de corte. Sendo rei de meus pensamentos, abuso do poder facilmente até. Quero que toquem harpa e durmam após o sono da realeza. No entanto, o sono demora a despertar e lá estão elas, mutáveis a meu humor. Sonho pedindo-lhes a trocarem de posição comigo para também poderem dormir; pedido de rei é ordem. Mas sempre existem aquelas certas palavras rebeldes que nos mostram o espelho diante de nossas faces. É quando posso baixar o olhar prepotente de rei e assim dormimos juntos, sem hierarquia.  Na manhã seguinte cada um segue a vida da personagem que, porventura, aparenta-se ser. Então chega a noite, rotineiramente, onde o espelho é a luz da realidade, o camarim dos atores antes da representação.

Boa noite, palavras!

 

Jhônatas Cabral (Agosto – 2008)

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Publicado por em julho 30, 2008 em Quartos

 

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O gol, na maioria das vezes, é um simples detalhe.

 

 

Fotografia: Hugo Delgado

 
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Publicado por em julho 30, 2008 em Fotografias

 

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Alguém pode ouvir?

 

Com as palavras não aprendemos senão palavras; antes, o som e o ruído das palavras, porque, se o que não é sinal não pode ser palavra, não sei também como possa ser palavra, aquilo que ouvi pronunciado como palavra enquanto não lhe conhecer o significado. Só depois de conhecer as coisas se consegue, portanto, o conhecimento completo das palavras.  (STO. AGOSTINHO: De Magistro

 
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Publicado por em julho 30, 2008 em Pensando pensamentos

 

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Sobre meninas e dias chuvosos

 
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Publicado por em julho 30, 2008 em Humor é tempero

 

Ensaios

trecho de Sobre sementes e Crianças:

O sublime da dor,

a redenção de um chamar de mãos.

 

Sim, quando digo sim a este encontro

e minha mão se une à sua

eu sou simples, viro claridade,

E tudo começa a se mostrar novamente.

 

Para quê fugir de minha transparência?

Para quê me culpar tanto diante da verdade

Que minha mente e corpo expressam?

 

E já me torno um pássaro selvagem dependente de seu pomar,

de regras quebradas, de suas sementes.

 

Jhônatas Cabral

 

 
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Publicado por em julho 22, 2008 em Poemas

 

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Fale de Amor (Jorge Camargo)

Essa forma poética do Jorge “linkar” coisas, mpb, Pessoas, Literatura, […] a Deus é o que mais admiro nele. Há sempre muito a aprender com suas poesias, seu pastoreio, sua travessia.

 
 

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E quando não existe título?

Outrora pudéssemos sempre convidar a quem nosso coração é pedinte; e com essa visita, transportássemos a delícia da prosa que não se preocupa com os afazeres domésticos da definição.

 

E, naturalmente, a música não pudesse parar,

apenas desse suas pausas à realidade

do que se convém de fato.

 

Talvez o que realmente se finca

é a intenção da surreal fantasia

que nos faz sempre cantar uma alegria.

 

Jhônatas Cabral