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Bolhas de sabão de novo

          Coisas a fazer, fome sentida. Me alimento de palavras, aquelas de que minha alma precisa. Nas profundezas da simplicidade, me permito afundar-me. E nesse fundo de mim, acordo todos os moradores dos meu quartos para uma ceia e faço um brinde com vinho em contemplação ao assombro da graça de Deus. Eu só desejo ser grato a Ele. Preciso comer, mas não quero comer muito. A Adélia Prado me faz lembrar que se comer demais não vou ficar com fome e essa fome é o que eu quero, pois com ela posso continuar pobre de espírito, dependente da comida que Ele me traz. Vez por outra, Ele me chama de bem-aventurado e me convida a brincar de novo. Ele pede para eu escolher meu brinquedo preferido e faz uma pergunta retórica – Bolhas de sabão de novo?  

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Publicado por em janeiro 27, 2011 em Cristianismo, Espiritualidade

 

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O amor não é cego!

Pensando muito ultimamente sobre sentimentos, amor, paixão, concordo com Chesterton:

“O amor não é cego; essa é a última coisa que ele é. O amor é vinculado; e quanto mais vinculado for tanto menos cego será”

 
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Publicado por em janeiro 27, 2011 em Pensando pensamentos

 

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A minha alma é uma pensão!

                  Há um bom tempo não saio de meu quarto. Pra falar bem a verdade, eu fui trancado lá pelos meus hóspedes (Sim, eu sou o dono de uma pensão). Foi consensual, apenas fiz de conta que não queria ser trancado… só que meus hóspedes não são civilizados e estabeleceram o inferno na pensão (eu bem que sabia que isso iria acontecer) com minha cumplicidade, pois minha omissão foi a ação suficiente para tal horror. Eles me libertaram e comecei a fazer a limpeza das coisas imundas que deixaram. Esse momento é um  momento de tristeza, culpa, vergonha e medo, em que o sagrado se transforma em infernal e vai galopando com a sombra refletida  da verdadeira essência perdida. Dizem que os demônios fogem quando seus nomes são ouvidos, mas por quem a pronúncia deverá ser feita? Pelo possuído ou pelo possuidor? Penso que quando o possuído diz seu próprio nome, ele os expulsa (Digo “os” porque às vezes são legiões, ou seriam hóspedes?). A noite se aproxima e não consigo me lembrar como eu me chamo, quem eu sou. Parece que eu preciso de um exorcismo… alguém bate na janela e ao abri-la vejo um menino me chamando pra prosear, ele acha minha camisa bonita! Pergunto seu nome, ele responde: – Remi. A sua alegria me contagia e me faz acreditar que minhas deficiências não são obstáculos, são pontes. Nos despedimos e o incrível é que o exorcismo aconteceu – ele me fez pronunciar o meu nome.

 
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Publicado por em dezembro 16, 2010 em Espiritualidade, Quartos

 

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Estou curado!

No meu diário de insônia de hoje escrevi um testemunho de cura, mas como uma cura pode ser libertação e possessão ao mesmo tempo? Eu explico. É que (tal como criança) me deu tanta vontade de desenhar… aqueles desenhos abstratos feitos com lápis de cera e folha de ofício… Eu postei aqui no blog e fui curado em nome do vento! Aleluia! Eu fui possuído pelo vento novamente e comecei a amar as coisas belas que estavam perdidas no fundo de mim, e elas se tornaram presentes de novo. Aí me juntei em prece à Adélia Prado – “Meu Deus, me dá cinco anos, me dá a mão, me cura de ser grande…”  

 
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Publicado por em julho 21, 2010 em Espiritualidade, Quartos

 

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Encontro imaginário

A gente vai crescendo e sempre nos reportamos às crianças que fomos… É a natureza de cada um, sua essência. Um dia nos esbarramos com alguém e, de repente, nos deparamos com outra criança só que, dessa vez, nos sentimos compreendidos e brincamos com nossas afinidades. Já tentei mudar muita coisa em mim, mas não me desapego do que sempre fui. Agora, só quero achar essa outra criança.   

 
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Publicado por em junho 5, 2010 em Quartos

 

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A música que me move…

É o Teu mover que me envolve!

 
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Publicado por em junho 5, 2010 em Espiritualidade

 

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O que aconteceu com o menino que vestia vermelho?

O menino de vermelho queria prevê o futuro e não fazia as pazes com o passado, mas ele percebeu a beleza daquele instante, ali mesmo, de frente para o mar.

Já não lhe importava mais o futuro nem o passado, pois o presente dizia a ele: o mar é tão lindo!

 
 

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