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Ritmo. Que me leva à dança, me conduz ao pensamento. Ora reflexivo, ora pesaroso; sobretudo constante e paradoxalmente variável. Identifica-me, é próprio. Repete-se o tempo eis o ritmo, repete-se o ritmo eis o “ilusionismo”. Não há métrica que o deixe cartesiano, exato, aprisionado. É por isso que a prosa e o ritmo se dão bem, são enamorados. Crianças em um mundo dançante, reflexivo, pulsante.

Isso não é poesia? então o que é afinal ?

Eu recito meus poemas numa sala sozinho nem por isso se tornam monólogos, ao contrário, se tornam ritmos e ritmos nao precisam de ouvidos para senti-los. 

 
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Publicado por em abril 1, 2008 em Quartos

 

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Um caminho Inverso

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“Só quando se vêem os próprios erros através de uma lente de aumento, e se faz exatamente o contrário com os erros dos outros, é que se pode chegar à justa avaliação de uns e de outros.” (Gandhi)
      
     Um caminho inverso diante dos caminhos enganosos do coração. Um caminho que atravessa as avenidas para se chegar a Deus. Um caminho que nos integra com o sentido da vida.
    Amor: Muito mais que palavras – Tijolos. Um a um, a cada ato construindo um caminho contrário, o caminho do “dar a outra face” também. Ser Cristão pegando uma contramão.
    Cristianismo? Não me parece uma religião, me parece uma extensão de Cristo, o tal caminho inverso, se assim precisamos de definições, espiritualidade.
    Além dos nossos desvios dos paradigmas de Cristo, existe o despertar transformado em ação. O qual poderemos ser perfeitos sem sermos literalmente. Mas afinal o que seria essa perfeição? Uma resposta possível: Coragem.
     Coragem de não ser violento quando se pode ser, coragem de buscar seguir os ideais de Cristo mesmo percebendo o quão longe estamos deles. Coragem em se dispor a tudo isso mesmo quando nossa arma seja nossos corpos em marcha sem armas.
     Alcançar os corações sempre foi o mais difícil. Mas Cristo o fez, deixou seu legado a outras doze pessoas, das doze para mais treze e assim por diante. Uma mensagem sempre viva que se renova em cada reflexão e em cada atitude. Gandhi, a mulher que limpa banheiros, você, eu, o próximo…
     Mateus 5.43,44: “Ouvistes que foi dito: Amarás o teu próximo, e odiarás o teu inimigo. Eu, porém, vos digo: Fazei o contrário, amai os vossos inimigos e orai pelos que vos perseguem”.
    Como praticar isso? Talvez o amar seja algo mais simples, contudo não ouso responder, prefiro as verdades vestidas como as parábolas: “Para se chegar no topo de uma montanha precisamos apenas de um primeiro passo”. Pequenos gestos, poucas palavras, um olhar, um silêncio. O ideal e o real cantando uma mesma canção.
     Nem sei o porquê desse discurso, mas sei das conseqüências espirituais de tudo isso: Viver um propósito, trilhar um caminho contrário, ajudar outras almas, dar sentido à vida, perdoar, amar.
Jhônatas Cabral
 
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Publicado por em fevereiro 10, 2008 em Quartos

 

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Retiro Espaço pra Vida

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                    Fevereiro de 2008, um lugar.
Quando nos voltamos pra Deus e nos achamos numa só comunhão, a alegria do cuidado é renovada, a fé e o acreditar que o bem vale a pena ser feito se torna uma condição natural. Encontramos nesse mesmo lugar cada vez mais espaço: diferenças são complementos, compartilhar o pão é viver a liberdade.
 
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Publicado por em fevereiro 10, 2008 em Quartos

 

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Filosofia: rima com poesia.

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Além da curva é a vida que se apresenta a cada segundo.

                                                       Segundo o que a vida

                                                                           apresenta além do Se.

 

Jhônatas Cabral

 
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Publicado por em fevereiro 9, 2008 em Poemas

 

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Deu vontade de escrever…

maos1948.jpg

 

Escrevo sempre
o desejo
do que vejo
por entre o meio do desprezo
e da dor.
Afim de que se torne maravilhoso
aquele desejo
do que vejo
por entre o meio
do afeto e do amor.
Ainda resta tanta coisa a escrever, sobretudo a amar.
Se precisar uso as palavras, se precisar brinco de seriedade.
Se precisar faço rima, se precisar não sou preciso.
Mas já preciso, todavia, da voz alada dos sonhos de menino.
E preciso das mãos para viver a escrita.
Dar vida às letras, o sentido do escrito.
Jhônatas Cabral
 
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Publicado por em janeiro 13, 2008 em Poemas

 

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formigas 35

Uma “pedra no sapato” é tudo o que precisamos muitas vezes para pensar, agir e atravessar.

 

Jhônatas Cabral

 
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Publicado por em janeiro 3, 2008 em Quartos

 

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As esperanças são seqüestradoras de sonhos e ideais,

são

capangas

da realidade.

 

Oxalá que eu esteja errado,

não desejaria estar certo.

 

Pois o certo é

não desapegar

tanto da esperança.

Jhônatas Cabral

 
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Publicado por em dezembro 12, 2007 em Poemas, Quartos

 

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