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Arquivo da tag: Versos livres

Desejo de saudade

Entre o último beijo da noite e seus olhos,

há um desapego de mim, uma entrega.

 

saudades1

Eu quero ficar quando você diz:  Fica ,

o branco de seus olhos me atrai.

 

Teu rosto se encaixa em minhas mãos

e o nosso silêncio,

como descompasso de coração,

retarda a saudade por um momento.

 

Despeço-me de ti, porque quero ter saudade.

Mas uma saudade mansa daquelas que acendem a lua

e me faz desejar seu pomar mesmo quando sou pássaro selvagem, livre.

 

Essa saudade é dor boa de sentir!

Um encanto com a certeza de um novo encontro,

(sonho de solista vivendo um dueto)

onde a brisa suave da solidão de um poeta

se faz poesia de desejo de saudade,

querer-te.

 

Jhônatas Cabral

 
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Publicado por em novembro 10, 2008 em Poemas

 

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Amor em silêncio

 

                                                                

Eu a vi.

Ela olhou pra mim,

E sorriu.

Eu fiquei olhando, relutei, mas olhei novamente.

Ela não olhou mais,

Seguiu.

Em minha mente não.

Ela olhou de novo, veio ao meu encontro.

Pois é como teria de ser.

Ela voltando, já que fui tantas vezes…

Anos sonhando, dez segundos de realidade.

Realidade que só podia ser sonhada, desejada.

Como pode dez segundos ser uma eternidade?

E como pode uma eternidade ter um fim?

E como, em meio a tudo isso,

Prevalece a paz de tão-somente vê-la sorrir?

Silencio… Quero viver o sonho, mas querer já não é poder…

Escrevo, pois já não se torna tão silêncio.

As palavras formam uma pausa desse amor

e contrario suas regras…

Contudo, fico quite com minha natureza amante e expressiva

Pela qual me torno mais forte, mesmo sendo fraco.

[E já divido espinhos com Paulo, o apóstolo].

Dez segundos,

Uma flor azul,

Um sorriso “monalisa”

E um seguir em frente.

Jhônatas Cabral

 
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Publicado por em outubro 30, 2008 em Poemas

 

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Ensaios

trecho de Sobre sementes e Crianças:

O sublime da dor,

a redenção de um chamar de mãos.

 

Sim, quando digo sim a este encontro

e minha mão se une à sua

eu sou simples, viro claridade,

E tudo começa a se mostrar novamente.

 

Para quê fugir de minha transparência?

Para quê me culpar tanto diante da verdade

Que minha mente e corpo expressam?

 

E já me torno um pássaro selvagem dependente de seu pomar,

de regras quebradas, de suas sementes.

 

Jhônatas Cabral

 

 
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Publicado por em julho 22, 2008 em Poemas

 

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Um leitor de almas.

 

 

 

 

 

 

As paixões do amor se apresentam como órgãos do espírito.

         

A razão se materializa e começa o assombro da alma.

 

Ler almas, vê-las por suas janelas,

 

é tristeza e esperança,

 

medo e coragem,

 

privação e publicação,

 

fantasia e realidade,

 

beleza e beleza,

 

humanidade.

Jhônatas Cabral

 
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Publicado por em abril 13, 2008 em Poemas

 

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Tarde

jhonatas-e-evelyn-fim-de-tarde.jpg
Fim de tarde,
Pajuçara.
Contempláva-mos duas crianças:
Uma velha, uma nova.
A velha passeava a passos calmos,
com sua bengala.
A nova agitava os passos dos pais
com seu sorriso de aventura.
Lembrei-me de uma frase de T.S.Elliot,
pensei em recitá-la a ela.
Era tarde demais.
Ela ouviu meu timbre por meus olhos:
“O fim de toda a nossa exploração
Será chegar ao ponto de partida
E conhecê-lo pela vez primeira.” 

 

Jhônatas Cabral

 
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Publicado por em fevereiro 21, 2008 em Poemas

 

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Filosofia: rima com poesia.

curvas-12.jpg

Além da curva é a vida que se apresenta a cada segundo.

                                                       Segundo o que a vida

                                                                           apresenta além do Se.

 

Jhônatas Cabral

 
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Publicado por em fevereiro 9, 2008 em Poemas

 

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sonhos15.jpg 

 

As esperanças são seqüestradoras de sonhos e ideais,

são

capangas

da realidade.

 

Oxalá que eu esteja errado,

não desejaria estar certo.

 

Pois o certo é

não desapegar

tanto da esperança.

Jhônatas Cabral

 
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Publicado por em dezembro 12, 2007 em Poemas, Quartos

 

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