RSS

Arquivo da categoria: [Dua] lidade

minha fascinação pela dualidade do ser humano.

Maré

 naufrago-1.jpg

Gosto de assistir mais de uma vez os filmes que gosto.
Tenho mania de anotar tudo aquilo que de alguma forma
mais se aprofunda em mim.
Gosto dos finais dramáticos ou menos usuais,
daqueles que nos tiram a alegria e depois nos faz transbordá-la.
Incrível como podemos reverter o negativo em positivo,
o desprezível em maravilhoso, assim também como o inverso deles.
Essa junção extraordinária dos oximoros da vida,
o quanto de calor um gelo proporciona,
me dá uma sensação de paz.
Positivo
e
negativo.
Obscuridade e clareza.
Tornar a idéia impressionante para a imaginação,
 pois a vida é simples todavia o percurso não.
Em um momento nos encontramos na faixa da privação,
em outro nos é permitido a ultrapassagem da vastidão dos
sentimentos.

E nessa estrada o permanente, à moda de Heráclito, se torna
a mudança.
:::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::
“- Foi aí que me vi envolvido por uma sensação reconfortante.
Eu sabia… De alguma forma que tinha de ficar vivo,
de algum jeito tinha que continuar respirando mesmo
sem motivos de esperança.
Minha lógica dizia que nunca mais veria este lugar de novo.
E foi o que eu fiz, fiquei vivo, continuei respirando.
E, um dia essa lógica mostrou está errada
porque a maré veio e me trouxe a vela.
E agora estou aqui. Estou de volta em Menphis, conversando com você.
Tem gelo no meu copo e eu a perdi de novo.
Estou muito triste de não ter a kelly.
Mas sou grato por ela ter ficado comigo naquela ilha.
E sei o que tenho que fazer agora.
Tenho que continuar respirando.
Porque, amanhã o sol nascerá e quem sabe o que a maré poderá trazer?”
(do filme NÁUFRAGO, diálogo entre Chuck Noland e seu amigo Stan)

Anúncios
 
Deixe um comentário

Publicado por em dezembro 4, 2007 em [Dua] lidade