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Arquivo da categoria: Poemas

arte, amor e afeto! tríades.

5 e 5

5 e 5.

Fim de tarde.

Uma implosão acontece dentro de mim.

Acho que a construção começou…

Eu peço a Deus o poder de controlar o tempo

que faria você viver o tempo que eu vivi.

Eu até poderia não ter vivido 10 anos a mais.

Na dúvida, eu testava as duas coisas.

5 e 5.

Já nem sei…

Eu preciso continuar te olhando

Com desejo de afeto.

A eternidade se encontra com o tempo que sempre foge…

A calmaria do mar, da brisa,

de seu olhar frágil de descoberta,

Convida-me ao  silêncio das pausas…

Ah… Os ponteiros de meu relógio já me obedecem!

Eu agradeço a Deus e petrifico aquele momento.

Quero me confessar, talvez correr o risco de perder o encanto,

Entregar meu sentimento em palavras.

É quando você diz: – Vamos embora?

Você sabe me proteger.

Afinal, os ponteiros do seu relógio diferem dos meus.

5 e 5…

É o tempo que o senhor do tempo nos permitiu.

Será que foi uma resposta ao meu pedido?

Sei Lá…

Uma coisa eu sei: não estou doente dos olhos, não preciso pensar!

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Publicado por em abril 21, 2011 em Poemas

 

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Receita poética:

Cecília Meireles para nos dar um pouco de tristeza. Manoel de Barros para nos fazer criança novamente. Fernando Pessoa para nos dar sapiência. Vinícius de Moraes para nos falar de amor. Pablo Neruda para recomeçarmos o infinito. Adélia prado pra nos fazer rir. Chico Buarque para dizer o que pensamos e não dizemos. Uma “pedrinha” de sal Drummondiano.  Uma pitadela de Gladir Cabral para nos ensinar a cuidar do passarinho e também da flor. Rubem Alves para nos dar desejo de viver e Nietzsche para nos fazer dançar com Deus.

 
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Publicado por em fevereiro 1, 2011 em Poemas, Quartos

 

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Nesses tempos de colheita

Poemas vividos são os que eu guardo na memória,

Na possível esperança de abri-los novamente.

Os anos podem até roubar a nitidez de meu olhar demorado,

Mas jamais usurparão o sentido, o valor de seu legado.

 

Sou incapaz de esquecer a constante busca das respostas,

Das quedas que ninguém chegou a ver,

Das travessuras de um menino,

Que não sabia que era tão penoso crescer.

 

Enchia meus bolsos daquilo que seria bom para os outros.

Vez por outra doava timidamente meus presentes.

E quando alguém me retribuía, em forma de palavras ternas,

Eu sorria, já podia levantar a cabeça.

 

Muitos dos poemas vividos estão distantes, outros descansam,

Mas são inseparáveis e fortes – Petrificam em mim.

Um deles disse que minhas pequenas mãos são bonitas;

Admiram-se até com meus desenhos abstratos.

 

Eu apenas sou grato a eles.

Não me atrevo a ser um soneto, nem rima perfeita.

Tão-somente, quero esvaziar meus bolsos cheios de sementes

Nesse corredor chamado vida, nesses tempos de colheita.

 

Jhônatas

1964904

 
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Publicado por em junho 7, 2009 em Poemas

 

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Falai de Deus com a clareza

da verdade e da certeza:

com um poder

de corpo e alma que não possa

ninguém, à passagem vossa,

não o entender.

Falai de Deus brandamente,

que o mundo se pôs dolente,

tão sem leis.

Falai de Deus com doçura,

que é difícil ser criatura:

bem o sabeis.

Falai de Deus de tal modo

que por Ele o mundo todo

tenha amor

à vida e à morte, e, de vê-Lo,

o escolha como modelo superior.

Com voz, pensamentos e atos

representai tão exatos

os reinos seus,

que todos vão livremente

para esse encontro excelente.

Falai de Deus.

 

 

Cecília Meireles

 
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Publicado por em janeiro 6, 2009 em Poemas

 

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Um dia hei de completar?

Divago, pois os caminhos se multiplicam.

Divago, pois o vagão do trem está cheio de pensamentos vagos.

Meu trem é meus quartos, meus quartos são meus rumos. Meus rumos são sonhos a executar: olhos abertos.

 

Jhônatas Cabral

 

 
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Publicado por em dezembro 16, 2008 em Poemas, Quartos

 

O Mar e o Amar

Pajuçara 12 

 

Cura minha mão ferida,

Querido mar!

Cura as cicatrizes da vida

Ao te tocar.

 

O que é mais importante pra você?

Só me ouvir ou me responder?

 

No meu coração enganoso

Lanço-me em ti.

No seu oceano amoroso

Consigo amar, venci!

 

Agora, o que é mais importante para mim?

Só te ouvir ou responder-te sim?  

 

Vejo essa pedra e imagino uma ponte,

Medito…

Quero navegar-te além do horizonte,

Finito…

 

Aí me lembro da surpresa

E do prazer que ela traz.

O choro é beleza,

O inesperado é paz.

 

Jhônatas Cabral

 
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Publicado por em dezembro 4, 2008 em Fotografias, Poemas

 

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Quando quiserem nos silenciar, lembremos do Drummond:

 

“Certas palavras não podem ser ditasquino_demo

em qualquer lugar e hora qualquer.

Estritamente reservadas

para companheiros de confiança,

devem ser sacralmente pronunciadas

em tom muito especial

lá onde a polícia dos adultos

não adivinha nem alcança.

 

Entretanto são palavras simples:

definem

partes do corpo, movimentos, atos

do viver que só os grandes se permitem

e a nós é defendido por sentença

dos séculos

 

E tudo proibido. Então, falamos.” (Drummond)

 
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Publicado por em novembro 14, 2008 em Pensando pensamentos, Poemas, Quartos

 

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