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Arquivo mensal: abril 2008

Você pode ter…

Um belo arranjo feito por João Alexandre de uma canção verdadeira.

Você pode ter (Sérgio Pimenta)

Você pode ter a casa repleta de amigos
Paredes e pisos cobertos de bens
Ter um carro do ultimo tipo
E andar conforme der na cabeça

Ou pode até ser um cara que vive apertado
Até mesmo dentro de lotação
Curtindo assim mesmo um fim de semana
Ao andar conforme der na cabeça

Mas sempre sera como folha no vento
Esperando o momento de cair
Você pode ter tudo aquilo que sonhar
Mas nunca tera a paz que existe lá dentro
Que não se encontra pra poder comprar
Porque essa paz so a pessoa
Que se encontra com Cristo

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Publicado por em abril 25, 2008 em Sobre música e sentimento

 

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Sobre anjos e morcegos

Meia noite. Ao meu quarto me recolho.
Meu Deus! E este morcego! E, agora, vêde:
Na bruta ardência orgânica da sede,
Morde-me a goela ígneo e escaldante molho.”Vou mandar levantar outra parede…”
— Digo. Ergo-me a tremer. Fecho o ferrolho
E olho o tecto. E vejo-o ainda, igual a um olho,
Circularmente sobre a minha rede!

Pego de um pau. Esforços faço. Chego
A tocá-lo. Minh’alma se concentra.
Que ventre produziu tão feio parto?!

A Consciência Humana é este morcego!
Por mais que a gente faça, à noite, ele entra
Imperceptivelmente em nosso quarto!

 

 

Augusto dos anjos

 
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Publicado por em abril 23, 2008 em Poemas

 

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Um leitor de almas.

 

 

 

 

 

 

As paixões do amor se apresentam como órgãos do espírito.

         

A razão se materializa e começa o assombro da alma.

 

Ler almas, vê-las por suas janelas,

 

é tristeza e esperança,

 

medo e coragem,

 

privação e publicação,

 

fantasia e realidade,

 

beleza e beleza,

 

humanidade.

Jhônatas Cabral

 
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Publicado por em abril 13, 2008 em Poemas

 

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A leitura de Rubem, o Alves!

Não basta saber ler para ler poesia. Ler poesia é uma arte. Exige que o leitor se coloque numa posição especial de alma. O segredo da poesia está na música da leitura. Mais do que uma arte: é um ato de bruxedo. O leitor invoca um mistério que se encontra nos interstícios das palavras do poeta. Essas palavras estão dentro dele mesmo. O poema faz-me ouvir um poema que está dentro de mim. Esse poema que está dentro de mim é um pedaço de mim.” 
 
“Você já experimentou ficar boiando no mar? O corpo todo solto, sem fazer nada, nenhum movimento, subindo e descendo ao sabor das ondas? Pois é assim que se lê poesia: flutuando ao sabor das palavras, sem pressa, em voz alta, poesia é música.”
 
“São falas do coração. Por favor: não tente entender. Música não é para ser entendida. é para ser ouvida. Poesia não é para ser entendida. É para ser lida em voz alta”
 
 
Rubem Alves
 
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Publicado por em abril 13, 2008 em Pensando pensamentos

 

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Uma canção completa

Pescador (Paulo Cézar)

Quando o Senhor Jesus
Chamou meu coração
Não fez um convite descuidado ou impensado
Não quis apenas ser Gentil ou Educado
Mas deixou claro que havia algo importante a ser feito

Mas para que esse algo eu conhecesse era preciso andar
Junto com ele
e Necessário pensar os seus pensamentos
e Amar pessoas com o seu amor
e conhecer também de perto a Dor
e os vales mais profundos
provar aos poucos uma solidão
e o desamparo desse mundo
e aprendendo assim
a depender a cada dia mais de suas mãos

Quando ele me chamou
Não fez promessas
Humanamente convincentes
Nada que me enchesse os olhos
Apenas disse que me faria um pescador
Mas pescador de peixes eu sou
e na verdade há muitos outros como eu
nós pescamos coisas distintas e mesmo que você não sinta
tua vida algo vai buscar

Mas para que esse algo eu conhecesse era preciso andar
Junto com ele
e Necessário pensar os seus pensamentos
e Amar pessoas com o seu amor
e conhecer também de perto a Dor
e os vales mais profundos
provar aos poucos uma solidão
e o desamparo desse mundo
e aprendendo assim
a depender a cada dia mais de suas mãos

Quando ele me chamou…

Quem sabe um dia você vai sentir também
Quem sabe um dia você vai pensar também
Quem sabe um dia você vai ouvir a mesma voz
Ou quem sabe um dia o fará mudar de atitude, vida, rumo e de propósito

 
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Publicado por em abril 6, 2008 em Sobre música e sentimento

 

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Publicado por em abril 1, 2008 em Humor é tempero

 

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Ritmo. Que me leva à dança, me conduz ao pensamento. Ora reflexivo, ora pesaroso; sobretudo constante e paradoxalmente variável. Identifica-me, é próprio. Repete-se o tempo eis o ritmo, repete-se o ritmo eis o “ilusionismo”. Não há métrica que o deixe cartesiano, exato, aprisionado. É por isso que a prosa e o ritmo se dão bem, são enamorados. Crianças em um mundo dançante, reflexivo, pulsante.

Isso não é poesia? então o que é afinal ?

Eu recito meus poemas numa sala sozinho nem por isso se tornam monólogos, ao contrário, se tornam ritmos e ritmos nao precisam de ouvidos para senti-los. 

 
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Publicado por em abril 1, 2008 em Quartos

 

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