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Arquivo mensal: novembro 2008

Eu ganhei o “Prêmio Dardos”!

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Meu 1º selo (depois de minha “selo-atrapalhada” né Ju?) também tem um gosto muito especial, pois foi indicação de uma fonte inspiradora. Uma poetisa que enche meu coração de afeto, admiração e reverência:

Ju Rigoni – http://rigoni.wordpress.com

Desde já, minhas sinceras desculpas pelo fato de não ter percebido esse presente maravilhoso e minha terna gratidão por fazer parte de minha vida de uma forma tão poética.

Bjs

Inté sempre!!!


Informações sobre o Prêmio Dardos

“Com o Prêmio Dardos se reconhecem os valores que cada blogueiro emprega ao transmitir valores culturais, éticos, literários, pessoais, etc. que, em suma, demonstram sua criatividade através do pensamento vivo que está e permanece intacto entre suas letras, entre suas palavras. Esses selos foram criados com a intenção de promover a confraternização entre os blogueiros, uma forma de demonstrar carinho e reconhecimento por um trabalho que agregue valor à Web.

Quem recebe o “Prêmio Dardos” e o aceita deve seguir algumas regras:
1. exibir a distinta imagem;
2. linkar o blog pelo qual recebeu o prêmio;
3. escolher quinze (15) outros blogs a que entregar o Prêmio Dardos.”

Como já indiquei 3 no selo anterior, meus indicados ao Prêmio Dardos estão em minhas “AFINIDADES” e são eles:

Blog da Ana Paula, Blog da Bibi, Blog da Daí, Blog da Elaine, Blog da soflor, Blog do Del, consumindo palavras, crer e pensar, Gladir Cabral, Grupo Sementes, metáforas da Mell, Meu baú de versos tortos, No divã com Samantha, Todos os sentidos, Liberdade para as borboletas.

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Publicado por em novembro 29, 2008 em Dicionário de Amigos, Quartos

 

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Um ano de Blog…

Meu 2º Selo, uma indicação do Neo do http://todosossentidos.wordpress.com, uma voz amiga, um grande parceiro de jornada. Muito Obrigado!

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Dessa vez repasso para meus três primeiros parceiros:

Cibele Tenório – http://cibeletenorio.wordpress.com

Jeff – http://blogdojeff.wordpress.com

Ju Rigoni – http://rigoni.wordpress.com

Completarei no final de Novembro um ano de Blog, um ano de gratidão.

A todos que direta ou indiretamente atravessaram comigo e me presentearam com suas prosas e olhares. Esse Blog foi o pontapé inicial para uma jornada que ganha força a cada verso de prosa, cada voz, cada sentimento.

Minha bagagem estava cheia, pesada no começo e, aos poucos, vocês apareceram e dividiram meu fardo, minhas alegrias e minhas bolhas de sabão quadradas.

Até a próxima travessia!

Jhônatas Cabral

 
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Publicado por em novembro 27, 2008 em Quartos

 

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“8 coisas”…

“Foi quando Comum começou a sentir que seu sonho estava finalmente realizado, que o doador de sonhos disse: Deixe-me mostrar-lhe mais”.

(O Doador de sonhos, Bruce Wilkinson)

Essa “Meme” me fez lembrar do filme Antes de partir e Um amor pra recordar

8 coisas é pouco pra mim, tenho muitos sonhos a perseguir. Desde já, agradeço a parceria, nossa sintonia Neo (A cada “Clic” nos percebemos mais amigos)

Regras:

“Relacionar 8 coisas que gostaria de fazer antes de partir desta terrinha maravilhosamente linda pra uma melhor. Depois tem que:

– Convidar 8 blogs amigos pra responder também.

– Comentar no blog de quem nos convidou.

– Avisar os blogs convidados da “convocação”.2007_07_27_viajar

– Mencionar as regras”. (Todos os Sentidos – Neo)

As minhas oito coisas são:

1- Passar num concurso público (Meu projeto desde Julho de 2008… Depois irei escrever algo sobre isso)

2- Constituir uma família, contar estórias e lembranças aos meus filhos…

3- Viajar para todos os lugares que desejo

4- Ter um jardim onde, para cada amigo, possa plantar um tipo de árvore ou flor que leve seu nome.

5- Tornar certas palavras vivas em minha vida, uma delas é o que está escrito em João 13:34

6- Ser Professor ou escritor, quem sabe os dois? Tenho uma incessante necessidade de comunicar, aprender.

7- Ter mais tempo livre para compor, tocar com minha banda…

8- Prosear até o último suspiro, afinal ele não será um ponto final.

Meus oito convocados são:

Samantha, Elaine, Jeff, Fabiane, Ana Paula, Cibele, Del, Aline.

 
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Publicado por em novembro 27, 2008 em Quartos

 

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A consciência carece de cor?

Prefiro misturar tudo num liquidificador e saborear a junção das cores. Aí, saúdo o dia com alguns versos do Castro e todas as cores carecem de alguma coisa…

 omedo

 

” Meu Deus! Como é sublime um canto ardente

pelas vagas sem fim boiando à toa!

Homens do mar! Ó rudes marinheiros,

tostados pelo sol dos quatro mundos!

Crianças que a procela acalentava

no berço destes pélagos profundos!

Esperai! Esperai! Deixai que eu beba esta selvagem, livre poesia.

Orquestra – é o mar, que ruge pela proa, e o vento, que nas cordas assobia…

Por que foges assim barco ligeiro? Por que foges do pávido poeta?

Oh! Quem me dera acompanhar-te a esteira

Que semelha no mar – doudo cometa

Albatroz! Albatroz! Águia do oceano,

tu que dormes  das nuvens,

sacode as pernas Leviatã do espaço,  

Albatroz! Albatroz! Dá-me estas asas   (Castro Alves)

 
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Publicado por em novembro 21, 2008 em Quartos

 

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O Graça e a Aceitação

Mestre Graça                   (Foto tirada do museu-casa do mestre graça em Palmeira dos Índios, Alagoas)

 

Em várias ocasiões o mestre Graciliano Ramos ressaltou o que um artista deveria realmente escrever: Aquilo que ele acredita.

“Não há arte fora da vida, não acredito em romance estratosférico. O escritor está dentro de tudo o que se passa, e se ele está assim, como poderia esquivar-se de influências?”, afirmou a Ernesto Luiz Maia (pseudônimo do jornalista Newton Rodrigues), numa entrevista. Em uma carta à irmã Marili Ramos, escreveu: “Só conseguimos deitar no papel os nossos sentimentos, a nossa vida. Arte é sangue, é carne. Além disso não há nada. As nossas personagens são pedaços de nós mesmos, só podemos expor o que somos”.

“O artista deve procurar dizer a verdade. Não a grande verdade, naturalmente. Pequenas verdades, essas que são nossas conhecidas”, explicava.

Nos seus contos, romances, crônicas e memórias, destacou as injustiças. Jogou um facho de luz sobre as entrelinhas de um mundo alienado, com folhas de papel e frases objetivas ensinava: “A arma do escritor é o lápis”.

Ele também me inspira a me chamar, melhor dizendo, me convocar. Assim como a redundância do “Eis-me aqui, envia-me a mim” do profeta Isaías.

É bom se aceitar, é bom convidar o nosso eu ou os nossos eu’s para uma prosa com café, letras, música…

“Nunca pude sair de mim mesmo. Só posso escrever o que sou. E se as personagens se comportam de modos diferentes, é porque não sou um só”, confessou ao escritor Homero Senna.

Hoje já posso despertar do sono todas as personagens que sou, todo esse emaranhado de lembranças e influências que me faz escrever, doar sentidos e ajudar. Possuímos certas marcas que nos registram no mundo e isso é valioso. Por muitas vezes me  pus a repetir que gostaria de ser outro tipo de gente. Tolice a minha, o melhor de mim é ser eu mesmo.

 

Jhônatas Cabral

 

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Desejo perdido

Lembro-me de quando comecei ler a bíblia ainda criança: era mais um desafio de colegas em lê-la toda primeiro a desejar sua leitura. É claro que não a li por completo e parei logo após o livro de Levíticos. Anos mais tarde, ganhei um novo testamento ilustrado e, como num toque de mágica, descobri a poesia de Jesus e suas estórias e histórias.

Eu abracei a fé cristã ali, numa metáfora qualquer de Cristo, pois ele proporcionou a travessia da prosa em minha mente. Ele apresentou enigmas, suas palavras me atraíram a desvendar os mistérios das minhas dúvidas, os vários reflexos de espelho dos meus olhos.

Como diz a linda canção de Stênio Március:    

“Minha vida é obra de tapeçaria
É tecida de cores alegres e vivasmenino3
Que fazem contraste no meio das cores
Nubladas e tristes

Se você olha do avesso
Nem imagina o desfecho
No fim das contas
Tudo se explica
Tudo se encaixa
Tudo coopera pro meu bem

Quando se vê pelo lado certo
Muda-se logo a expressão do rosto
Obra de arte pra honra e glória
Do Tapeceiro”

Estou redescobrindo que posso voar com Jesus assim como fazia em meus primeiros versos de gratidão quando criança. É como diz meu escritor preferido (o Rubem): “O espiritual é um espaço dentro do corpo onde coisas que não existem, existem”. Concordo também com Nietzsche: “Eu só poderia crer num Deus que soubesse dançar”, ou seja, um Deus vento…

Aqui eu sugiro que você pare um pouco e visualize a liberdade. Você quer voar?

Uma grande amiga certa vez me disse que, comumente, sonhava voando e confesso que, desde essa nossa conversa, venho tentando sonhar do mesmo jeito, mas ainda não consegui. No entanto, sonho assim de olhos abertos. Em cada sonho doado por Deus as pedras, que me fazem ser pesado, desaparecem.

Jesus, mais que respostas, nos trouxe perguntas. Diante de um grande mestre e PhD em leis religiosas chamado Nicodemos, ele falou “Na verdade, na verdade, te digo que aquele que não nascer de novo não pode ver o reino de Deus.”(João 3.3)

Uma pane mental, uma incoerência, algo que saia na contramão da razão, fez Nicodemos perguntar com aquela pitadinha de sarcasmo: “Como pode um homem nascer sendo velho?” Porventura, pode tornar a entrar no ventre de sua mãe e nascer?”(João 3.4)

Os inquisidores têm horror ao vento, querem engaiolá-lo. Jesus ofereceu a Nicodemos a poesia, palavras que nos fazem alçar vôos:

“O vento assopra aonde quer, e ouves a sua voz, mas não sabes donde vem, nem para onde vai; assim é todo aquele que é nascido do espírito” (João 3.8)   

 Jesus, como num discurso poético, apresentava às pessoas o que faltava no mundo real, o desejo do que se perdeu. A cura da tristeza que sentimos quando todas as coisas como casa, um amor verdadeiro, automóvel, etc. São conquistadas, satisfeitas.

E para dar pausa à minha prosa para que você comece a sua, cito mais uma vez o Rubem:

“Espiritualidade: a busca desse desejo perdido, desejo de vida, que nos libertaria dos desejos de morte que nos petrificam…

É preciso Voar…”  

 

Jhônatas Cabral

 

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Quando quiserem nos silenciar, lembremos do Drummond:

 

“Certas palavras não podem ser ditasquino_demo

em qualquer lugar e hora qualquer.

Estritamente reservadas

para companheiros de confiança,

devem ser sacralmente pronunciadas

em tom muito especial

lá onde a polícia dos adultos

não adivinha nem alcança.

 

Entretanto são palavras simples:

definem

partes do corpo, movimentos, atos

do viver que só os grandes se permitem

e a nós é defendido por sentença

dos séculos

 

E tudo proibido. Então, falamos.” (Drummond)

 
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Publicado por em novembro 14, 2008 em Pensando pensamentos, Poemas, Quartos

 

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