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Arquivo da tag: Poemas

O Mar e o Amar

Pajuçara 12 

 

Cura minha mão ferida,

Querido mar!

Cura as cicatrizes da vida

Ao te tocar.

 

O que é mais importante pra você?

Só me ouvir ou me responder?

 

No meu coração enganoso

Lanço-me em ti.

No seu oceano amoroso

Consigo amar, venci!

 

Agora, o que é mais importante para mim?

Só te ouvir ou responder-te sim?  

 

Vejo essa pedra e imagino uma ponte,

Medito…

Quero navegar-te além do horizonte,

Finito…

 

Aí me lembro da surpresa

E do prazer que ela traz.

O choro é beleza,

O inesperado é paz.

 

Jhônatas Cabral

 
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Publicado por em dezembro 4, 2008 em Fotografias, Poemas

 

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Amor em silêncio

 

                                                                

Eu a vi.

Ela olhou pra mim,

E sorriu.

Eu fiquei olhando, relutei, mas olhei novamente.

Ela não olhou mais,

Seguiu.

Em minha mente não.

Ela olhou de novo, veio ao meu encontro.

Pois é como teria de ser.

Ela voltando, já que fui tantas vezes…

Anos sonhando, dez segundos de realidade.

Realidade que só podia ser sonhada, desejada.

Como pode dez segundos ser uma eternidade?

E como pode uma eternidade ter um fim?

E como, em meio a tudo isso,

Prevalece a paz de tão-somente vê-la sorrir?

Silencio… Quero viver o sonho, mas querer já não é poder…

Escrevo, pois já não se torna tão silêncio.

As palavras formam uma pausa desse amor

e contrario suas regras…

Contudo, fico quite com minha natureza amante e expressiva

Pela qual me torno mais forte, mesmo sendo fraco.

[E já divido espinhos com Paulo, o apóstolo].

Dez segundos,

Uma flor azul,

Um sorriso “monalisa”

E um seguir em frente.

Jhônatas Cabral

 
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Publicado por em outubro 30, 2008 em Poemas

 

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“Sou um guardador de rebanhos.
O rebanho é os meus pensamentos
E os meus pensamentos são todos sensações.
Penso com os olhos e com os ouvidos
E com as mãos e os pés
E com o nariz e a boca.
Pensar uma flor é vê-la e cheirá-la
E comer um fruto é saber-lhe o sentido.
Por isso quando num dia de calor
Me sinto triste de gozá-lo tanto.
E me deito ao comprido na erva,
E fecho os olhos quentes,

Sinto todo o meu corpo deitado na realidade,
Sei a verdade e sou feliz.”

(A. Caeiro) F. Pessoa

 
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Publicado por em outubro 3, 2008 em Poemas

 

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Um leitor de almas.

 

 

 

 

 

 

As paixões do amor se apresentam como órgãos do espírito.

         

A razão se materializa e começa o assombro da alma.

 

Ler almas, vê-las por suas janelas,

 

é tristeza e esperança,

 

medo e coragem,

 

privação e publicação,

 

fantasia e realidade,

 

beleza e beleza,

 

humanidade.

Jhônatas Cabral

 
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Publicado por em abril 13, 2008 em Poemas

 

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Deu vontade de escrever…

maos1948.jpg

 

Escrevo sempre
o desejo
do que vejo
por entre o meio do desprezo
e da dor.
Afim de que se torne maravilhoso
aquele desejo
do que vejo
por entre o meio
do afeto e do amor.
Ainda resta tanta coisa a escrever, sobretudo a amar.
Se precisar uso as palavras, se precisar brinco de seriedade.
Se precisar faço rima, se precisar não sou preciso.
Mas já preciso, todavia, da voz alada dos sonhos de menino.
E preciso das mãos para viver a escrita.
Dar vida às letras, o sentido do escrito.
Jhônatas Cabral
 
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Publicado por em janeiro 13, 2008 em Poemas

 

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