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Arquivo da categoria: Pensando pensamentos

Citações, lições de vida.

O amor não é cego!

Pensando muito ultimamente sobre sentimentos, amor, paixão, concordo com Chesterton:

“O amor não é cego; essa é a última coisa que ele é. O amor é vinculado; e quanto mais vinculado for tanto menos cego será”

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Publicado por em janeiro 27, 2011 em Pensando pensamentos

 

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A prisão do amor é feita de liberdade!

A dor da paixão não satisfeita é essa: o apaixonado deseja possuir o objeto do seu amor, mas ele escapa sempre. Por isso ele sofre. Movido pela dor, quer possuí-lo. Não sabe que, para que sua paixão continue a existir, é preciso que ele continue escapando sempre. A paixão só ama objetos livres como os pássaros em voo.

(Rubem Alves)

 
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Publicado por em fevereiro 3, 2010 em Pensando pensamentos

 

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Novamente

É sábado de manhã. Tive a oportunidade de dormir quando amanheceu (como de costume), mas acordo às 10 – 10 “pras” 10. Para ir ao banheiro, preciso passar pela cozinha e, passando pela cozinha, preciso me alimentar mesmo sem fome. Eu reparo em volta e vejo uma caixa grande cheia de presentes que pertence à minha irmã; a chamo de mamãe Noel e admiro aquela caixa (já imagino os sorrisos de quem ganharia os presentes). Nos Vemos em volta da mesa com minha mãe e minha outra irmã. Conversamos sobre aqueles presentes. Minha mãe se preocupa com o dinheiro gasto, eu também tento explicar contabilmente como ela deveria ter economizado. Percebo que sou um tolo mesmo, não deveria apenas ficar com os pensamentos de alegria? Deito na rede e minha mãe começa a tocar num assunto que me chateia e seu tom de voz não me agrada. Volto ao meu quarto, mas antes solto uma frase irônica em confronto a tudo que ela me disse. Com a porta trancada, ligo o som e começo a escutar o DVD ao vivo “Time Again” de Amy Grant… Sua música acalma minha alma… Não demora muito, penso sobre tudo que minha mãe disse em suas palavras duras e pré-julgamentos. Ela está certa, eu que estou errado mesmo, mas bem que ela podia conversar de uma forma mais amigável… Não! Pensando bem, não. Essa era a forma certa de me deixar refletindo com mais urgência. Olho para minha estante de livros e um, todo laranja, me chama a atenção. Começo a ler aleatoriamente as palavras que já haviam sido marcadas em outras leituras. Ao passo que virava as páginas me via sorrindo novamente, Deus se fez presente mesmo num dia sem cor… (ah, o livro laranja é ORTODOXIA, de Chesterton). Esse trecho me fez dividir tudo isso e sentir a necessidade de reparti-lo:

“Pelo fato de as crianças terem uma vitalidade abundante, elas são espiritualmente impetuosas e livres; por isso querem coisas repetidas, inalteradas. Elas sempre dizem: “Vamos de novo”; e o adulto faz de novo até quase morrer de cansaço. Pois os adultos não são tão fortes o suficiente para exultar na monotonia. Mas talvez Deus seja forte o suficiente para exultar na monotonia. É possível que Deus todas as manhãs diga ao sol: “Vamos de novo”; e todas as noites à lua: “Vamos de novo”. Talvez não seja uma necessidade automática que torna todas as margaridas iguais; pode ser que Deus crie todas as margaridas separadamente, mas nunca se canse de criá-las. Pode ser que ele tenha um eterno apetite de criança; pois nós pecamos e ficamos velhos, e nosso Pai é mais jovem do que nós. A repetição na natureza pode não ser mera recorrência; pode ser um BIS teatral. O céu talvez peça BIS ao passarinho que botou um ovo.”

 
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Publicado por em dezembro 19, 2009 em Espiritualidade, Pensando pensamentos

 

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“A razão tem asas curtas”

Agora comecei a imaginar… Sonhei acordado que toda razão tem seu amor secreto. Eles não se encontram, apenas vivem em paralelo seus sonhos de encontro. Tão próximos e tão distantes… As convenções da vida elegem a razão como o maestro que deve reger a imaginação. Terminado o concerto, não existe hierarquia. Há apenas uma única canção: João e Maria.   

 

 

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Os inimigos do voo

“Nos antigos quadros cristãos o céu por sobre todas as figuras é como um paraquedas em azul e dourado. Todas as figuras parecem prontas para alçar voo e flutuar nos céus. A capa esfarrapada do mendigo o sustenta no ar como as raiadas plumagens dos anjos. Mas os reis com seu ouro pesado e os orgulhosos com suas vestes de purpura tenderão todos eles, por sua própria natureza, a descer e afundar-se, pois o orgulho não pode atingir a leveza  ou a levitação. O orgulho é a resistência que empurra para baixo, presente em todas as coisas, para uma solenidade fácil.”

Chesterton

 
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Publicado por em dezembro 5, 2009 em Pensando pensamentos

 

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 “Quando um assunto se torna tema para o humor dos cartunistas é porque já se tornou objeto de uma aflição coletiva”

(Rubem Alves)

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A poesia surge do espanto

 

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  “O poema nasce do espanto, e o espanto decorre do incompreensível. Vou contar um história: um dia, estava vendo televisão e o telefone tocou. Mal me ergui para atendê-lo, o fêmur de uma das minhas pernas roçou o osso da bacia. Algo do tipo já acontecera antes? Com certeza.  Entretanto, naquela ocasião, o atrito dos ossos me espantou. Uma ocorrência explicável, de súbito, ganhou contornos inexplicáveis. Quer dizer que sou osso? – refleti, surpreso. Eu sou osso? Osso pergunta? A parte que em mim pergunta é igualmente osso? Na tentativa de elucidar os questionamentos despertados pelo espanto, eclode um poema. Entende agora por que demoro 10, 12 anos para lançar um novo livro de poesia? Porque preciso do espanto. Não determino o instante de escrever: hoje vou sentar e redigir um poema. A poesia está além de minha vontade. Por isso, quando me indagam se sou Ferreira Gullar, respondo: às vezes.” 

Ferreira Gullar. Bravo, mar/2009   

 
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Publicado por em junho 26, 2009 em Pensando pensamentos, Quartos

 

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