RSS

Arquivo da categoria: Perguntas precisam de respostas?

Estação dos sentimentos da visão.

O que aconteceu com o menino que vestia vermelho?

O menino de vermelho queria prevê o futuro e não fazia as pazes com o passado, mas ele percebeu a beleza daquele instante, ali mesmo, de frente para o mar.

Já não lhe importava mais o futuro nem o passado, pois o presente dizia a ele: o mar é tão lindo!

 
 

Tags: , , ,

Nietzsche explica…

Alguns não conseguem afrouxar suas próprias cadeias e, não obstante, conseguem libertar seus amigos.

 

Você tem que estar preparado para se queimar em sua própria chama: como se renovar sem primeiro se tornar cinzas?

 

Assim falou Zaratustra

 

 

Tags: , ,

Ephemeroptera

Que derradeiro pensamento terei antes do último suspiro de vida?

Independentemente do querer ser poder, quero que seja uma lembrança sem lamento; Melhor, várias lembranças.

Aquilo que vier da memória de uma criança, pessoas. O bem que fizeram acima do mal, retalhos de timbres, sorrisos, lágrimas, mãos. Sentir um pensamento de afeto ali mesmo entre o último e o primeiro suspiro. Lembrar talvez da resistência em vir ao mundo e da resistência de sair dele. Rir desses paradoxos e descobrir que não dá para descobrir tudo, tão-somente imaginar. Perceber a proximidade do início e do fim e a distância enorme que obtive de pessoas próximas, e já não precisar saber de mais nada a não ser aceitar o que o cérebro programa através da junção de lembranças e sentimentos.

No último suspiro de vida talvez não reste tanto tempo assim, até porque o tempo de tudo isso já foi vivido. Se praticado ou não, se pensado ou não, o fato é que penso agora sobre essa tríade: passado, presente e futuro. Acho que sou melhor na leitura dos espaços das mãos do que de suas linhas. Acho que convicção é, sobretudo, achar o sentido da busca e não encontrar o que se procura, assim como a importância do percurso e a clareza das atitudes humanas. Mas o agora já não existe mais. E agora? Não ouso afirmar, porém certas perguntas não carecem de respostas, o tesouro escondido está bem achado diante da forma de visão que se tem, a qual também nem precisa de olhos. É prazeroso brincar com a confusão, principalmente quando tudo não passa de simplicidade, apenas um suspiro, uma respiração, um pensamento derradeiro. 

Jhônatas Cabral

 
1 comentário

Publicado por em setembro 2, 2008 em Perguntas precisam de respostas?

 

Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , ,

E quando não existe título?

Outrora pudéssemos sempre convidar a quem nosso coração é pedinte; e com essa visita, transportássemos a delícia da prosa que não se preocupa com os afazeres domésticos da definição.

 

E, naturalmente, a música não pudesse parar,

apenas desse suas pausas à realidade

do que se convém de fato.

 

Talvez o que realmente se finca

é a intenção da surreal fantasia

que nos faz sempre cantar uma alegria.

 

Jhônatas Cabral

 
 

Egoísmo nosso de cada dia

desapego 45 
O egoísmo é como uma música que nunca sai do repertório humano. Natureza primitiva, segundas intenções disfarçadas e como natureza não podemos afastá-la, porém alimentá-la menos. Este trabalho minimiza um pouco meu pensamento escrito, pois ele já diz tudo, principalmente pela gargalhada do bebê que demonstra entusiasmo e vitória em relação ao futuro. Bebê terno e querido, mas e daqui a 30 anos? Um porco nazista?
 Acreditar nas pessoas… Já me disseram que é minha melhor qualidade. E me questiono:Se eu deixar de acreditar e ao deixar for verdade mesmo sempre tendo sido mentira?  Sim, eu fico com a gargalhada desprovida, mas como é difícil largar o cordão umbilical… Nossa zona de conforto, desapegar. Talvez por isso e muitos outros [issos] é que o egocentrismo torna-se uma arma atraente para nossas defesas. Um muro protetor auto-suficiente. Mas se assim o for porque bem lá no fundo nos rendemos à esperança mesmo cortado o cordão? Já não desejo tanto as respostas, porém não abro mão da VIDA. 
 

Olhando para o mar

1173786274_f.jpg

Interessante a vida…
Tão mutável, tão inexplicável!

Engraçada a vida…
Nos faz rir de nós mesmos
não demora um tanto já nos faz chorar.
Pensar, pensar, pulsar, pulsar.

Um coração doente que precisa de cuidados,
para ser transformado em um coração sábio
e não se tornar um cardíaco espiritual.

Ah a vida… Ah a forma….
Não podemos fazer algo certo de uma forma incerta.
O que podemos? o que fazemos? o que queremos?

Já dizia Ken Wilber: “Quando alguém define as fronteiras de sua alma, estabelece também as batalhas que nela travará”

Talvez por isso tenhamos medo das nossas decisões, de como enxergar a vida
de como sermos sempre presentes à ela e não ausentes, fugitivos do acerto, da verdadeira forma de pensar, agir, pulsar, pulsar…

Um coração que simboliza nossa mente, nossas escolhas…

Céu e terra perduram pois não são egoistas; Antes nascem para todos, existem em benefício de toda a criação.
Como sermos pelo menos um estrela desse céu? Um grão de areia desta terra? Mas só isso? Ainda não queremos perdurar? Sermos eternos? ou só queremos ser ausentes, construir apenas nossos castelos de areia e nosso universo egoísta?

Ah a vida… Pra que tanto jogo de palavras?

 
3 Comentários

Publicado por em novembro 30, 2007 em Perguntas precisam de respostas?

 

Tags: ,