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Nesses tempos de colheita

07 jun

Poemas vividos são os que eu guardo na memória,

Na possível esperança de abri-los novamente.

Os anos podem até roubar a nitidez de meu olhar demorado,

Mas jamais usurparão o sentido, o valor de seu legado.

 

Sou incapaz de esquecer a constante busca das respostas,

Das quedas que ninguém chegou a ver,

Das travessuras de um menino,

Que não sabia que era tão penoso crescer.

 

Enchia meus bolsos daquilo que seria bom para os outros.

Vez por outra doava timidamente meus presentes.

E quando alguém me retribuía, em forma de palavras ternas,

Eu sorria, já podia levantar a cabeça.

 

Muitos dos poemas vividos estão distantes, outros descansam,

Mas são inseparáveis e fortes – Petrificam em mim.

Um deles disse que minhas pequenas mãos são bonitas;

Admiram-se até com meus desenhos abstratos.

 

Eu apenas sou grato a eles.

Não me atrevo a ser um soneto, nem rima perfeita.

Tão-somente, quero esvaziar meus bolsos cheios de sementes

Nesse corredor chamado vida, nesses tempos de colheita.

 

Jhônatas

1964904

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6 Comentários

Publicado por em junho 7, 2009 em Poemas

 

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6 Respostas para “Nesses tempos de colheita

  1. Adelmar Lincoln

    junho 8, 2009 at 14:35

    Blz de palavras, parabéns pela inspiração!!! abraços.

     
  2. gil

    junho 9, 2009 at 14:35

    lindas palavras.muito singelas e profundas ao mesmo tempo.Gostei…

     
  3. Rätsel Ewig

    junho 9, 2009 at 14:35

    “Não me atrevo a ser um soneto, nem rima perfeita”
    O que é o formalismo perto de algo tão profundo e sincero?
    A liberdade da forma é a maior expressão do sentimento ^^

     
  4. Aline Lima

    junho 10, 2009 at 14:35

    Lindo poema amigo!!! como é duro e dificil crescer, por quantas coisas que passamos para chegar até aqui… e ha quem diga que a vida não vale a pena… pena de quem pensa assim! bjus

     
  5. ju rigoni

    julho 4, 2009 at 14:35

    É isso, amigo! Talvez não sejamos poemas, mas com certeza somos poesia, porque somos, ou pelo menos tentamos ser, sem a escravidão das regras, o que somos… Em metáforas, em substantivos, em verbos… Não temos… mas insistimos em ser, por mais difícil que isto possa parecer…

    Belíssimo poema!

    Enrolada como sempre, vou visitando os amigos devagar e sempre que é possível.

    Bjs, Jhonatas, e inté!

     
  6. Priscila

    novembro 10, 2009 at 14:35

    Sou incapaz de esquecer a constante busca das respostas,

    Das quedas que ninguém chegou a ver,

    Das travessuras de um menino,

    Que não sabia que era tão penoso crescer.

    P.S:Parabéns,simples,porém cada palavra me dando inspiração*!!! é o que posso dizer que seu poema me passou e causou*…

     

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