* Pitágoras era conhecido entre os gregos como um oriental, usava um turbante ou faixa no cabelo e se vestia à moda oriental. Segundo alguns, ele tinha estreitas relações com os povos hiperbóreos, um povo misterioso do norte e oriente amigo do deus sol… Mais provável é que Pitágoras tinha fortes vínculos com a raça e sociedade semi-secreta dos magos egípcios, caldeus e persas. Com eles Pitágoras teria aprendido a formar grupos de aprendizes, escolhidos segundo características fisiognomicas e treinados para conhecerem e guardarem segredos. Conta-se que um dos discípulos de Pitágoras apresentou uma teoria até então inovadora e mágica: Os Números Irracionais; revelou-se uma grande descoberta, mas o problema é que não foi criada por ele- O grande gênio, mas por um alguém. Logo em seguida o discípulo apareceu morto, afogado no mar.
* (portrasdacortina.blogspot.com Adaptado)
É… Prefiro correr o risco de ser “afogado” a deixar de ser eu mesmo.
Ah! Quantos demagogos existem… Quantos donos da verdade querem nos enfraquecer, nos afogar. Buscam sempre os holofotes e nos reservam as cortinas. No entanto, quem se esconde atrás das cortinas é alguém que também tem luz, idéias, coisas boas a repartir. Querem apenas plantar, mesmo que não recebam a colheita de suas sementes.
Feliz daquele que pode ter compaixão desses donos da verdade, mas que não se esquece, entretanto, de se amar primeiro. Não confunde o que dizem, interpretam e o que pensam a seu respeito, daquilo que verdadeiramente ele o é.
Sempre alguém será melhor do que você, do que eu, em alguma área, algum projeto, alguma missão. É por isso que somos diferentes e nos completamos. É fácil de entender isso, o difícil é praticar… Libertar-se do ser centralizador, abrir as cortinas para um alguém de vez em quando. Alguém disse pra você que irás fracassar? Então responda: Só irei fracassar quando eu acreditar que irei fracassar. E assim por diante.
Engraçado, que paradoxo! Aprendendo a ser quem eu sempre fui, descobrindo que donos da verdade só assim serão se eu permitir. Silenciar? Ainda não.
Peregrino das viagens do vento, assim me torno o que sou. Gosto de comunicar sabores, fotografar memórias em palavras, versar livremente na travessia da prosa. Não tenho vocação a criar sonetos perfeitos, apenas sonho, apenas imagino, desejo um pouco de saber e o máximo de sabor.
"Palavra poética tem que chegar ao grau de brinquedo para ser séria. Eu queria avançar para o começo. Chegar ao criançamento das palavras".
(Manoel de Barros)