Enxergando no escuro

Agosto 13, 2008

“Disse eu a minh’alma: aquieta-te e deixa

as trevas virem sobre ti,

O que será a escuridão de Deus. …

Disse eu a minh’alma:

aquieta-te e espera sem esperança

Pois a esperança seria esperança pela coisa errada;

espera sem amor

Pois o amor seria amor pela coisa errada; ainda há fé

Mas a fé e o amor e a esperança estão todos eles

no aguardar.”

 

— T. S. Eliot, “East Coker”


Sexta-feira 13, que bênção!

Junho 14, 2008

 

Incrível como, ao tornarmos nossos medos vulneráveis, a nossa alma evoca nossos atos de coragem. O guerreiro é voluntário, sua vida se torna viva. Se dispor a sair de nossas zonas de conforto é o começo da bênção, o fim do inferno – aquele que existe quando deixamos de perseguir os nossos sonhos. Um conselho do doador de sonhos para mim e para você:

PERSIGUA SEUS SONHOS!


Café com Letras, num capítulo qualquer.

Maio 22, 2008

         

 

               Sou um amante da prosa, dessa forma livre de criatividade, dos versos imperfeitos, da benfeitoria da prosopopéia que humaniza os caprichos do poeta. Carecemos das palavras selvagens, da possibilidade de o dizer e o pensar. Não obstante, vez por outra, nos prendemos aos versos, servos do interlúdio poético, como passagem à música regente da prosa. Essa verdade vestida, tão Cristã!

 

Ensandeço, sim! Prudentemente, sobretudo, nas parábolas, nos contos, onde sutilmente nossa alma é penetrada, sondada, pela imortalidade do conhecer-se.

 

Se deveras me torno ambíguo, é porque a naturalidade das coisas se mostra por meus tons abstratos, por minhas bolhas quadradas… Faço festas, convido os pensamentos num sarau em círculos e cantamos nesse voluntário ritual. Afinal, pássaros selvagens sempre retornam ao pomar dos que os alimentam pelo simples prazer de alimentar.