“in dubio pro reu”

Junho 1, 2009

A presunção de inocência é uma das primeiras coisas que aprendemos no Direito. Este filme reflete exatamente a intolerância dos prejulgamentos, o quanto podemos destruir pessoas com palavras, falsas acusações ou simplesmente não ouvir o outro – convicções perigosas.

Duvida


A travessia de Deus?!

Maio 5, 2009

“Deus procura a Si mesmo em nós, e a aridez e o pesar do nosso coração são o pesar de Deus que não é conhecido em nós, que não pode encontrar a Si mesmo porque não ousamos acreditar ou confiar na incrível verdade de que Ele pode viver em nós, e o faz por escolha, por preferência. Mas de fato existimos somente para isto: para sermos o lugar que Ele escolheu para Sua presença, Sua manifestação no mundo, Sua epifania.”

 

Thomas Merton


Nietzsche explica…

Janeiro 31, 2009

Alguns não conseguem afrouxar suas próprias cadeias e, não obstante, conseguem libertar seus amigos.

 

Você tem que estar preparado para se queimar em sua própria chama: como se renovar sem primeiro se tornar cinzas?

 

- Assim falou Zaratustra

 


Meu melhor amigo…

Dezembro 23, 2008

Ele é como o vento que não precisamos ver para sentí-lo. Ele é a mais linda poesia, a mais perfeita canção. Quando todos me ofereceram a culpa, ele sorriu para mim e me cobriu com o lençol de sua graça. Hoje, eu posso andar de bicicleta. Ontem, ele foi as rodinhas de equilíbrio que me fizeram acreditar que era possível. Ele me conforta a todo instante, mesmo nos momentos que o faço entristecer-se. O primeiro natal foi o seu nascimento e seu nome é sagrado para mim, assim como a palavra amor. “Cinco letras maravilhosas que são, cinco letras maravilhosas que são: j-e-s-u-s, j-e-s-u-s, j-e-s-u-s de Jesus”.

Quem poderia dar os melhores presentes aos adultos? Quem poderia trazer a alegria e a esperança de volta? Não vejo ninguém melhor que uma criança.

“Porque um menino nos nasceu, um filho se nos deu; o governo está sobre os seus ombros; e o seu nome será: Maravilhoso Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz”. (Isaías 9.6)

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Um feliz Natal e um 2009 recheado de amor para todos.

 

Jhônatas Cabral


Um pretexto pra falar de Jesus

Dezembro 1, 2008

Na maioria das vezes que viajamos rumo a lugares agradáveis, atraentes ou puramente desejados e deixamos nossas casas com um certo olhar de orgulho por “sairmos da rotina” ou por respirarmos ares menos “sufocantes”, logo, ao passar dos dias, percebemos que aonde formos, quando a adrenalina ou a aventura não satisfazer mais, desejaremos a volta.

Numa certa entrevista, Rubem Alves disse que deu o seguinte conselho a um de seus clientes ( na época em que exercia psicanálise em seu consultório) sobre uma possível separação conjugal:

“Se o relacionamento estiver podre, num total desgaste, separe. Mas, se você estiver apaixonado por outra mulher não separe, pois na semana que vem tudo vai ser a mesma coisa”

Trazendo uma metáfora de Jesus à tona, pude perceber ali, entre a saudade de um filho e o amor de um pai, um desejo encontrado – A volta do filho pródigo. Para quem não conhece a parábola ou para quem sabe “de có e salteado”, vou reapresentá-la de forma poética através da canção “Fim de tarde no portão” de Stênio Március:

“Fim de tarde no portão
A cabeça branca ao relento
Teimosia de paixão
Faz das cinzas renascer alento

Na estrada o seu olhar
Procurando um vulto conhecido
Espera um dia abraçar
Quem diziam já estar perdido

O seu amor é tão forterembrandt14
Mais que o inferno e a morte
São torrentes que arrebentam o chão
Mais fácil secar os mares
Apagar a estrela Antares
Que arrancar o amor de seu coração
Fim de tarde se debruça no portão

Mas um dia aconteceu
E o moço retornou mendigo
O pai depressa correu
E abraçou o filho tão querido

Tragam roupas e o anel
Calçem logo os seus pés, milagre!
Vinho do melhor tonel
Tanta alegria em mim não cabe

O seu amor é tão forte…
Fim de tarde, está deserto o portão”.

Imagino que a vocação de Deus seja amar debruçadamente nos portões de nossa consciência, esperar nossa volta com desejo de vida. Como a paz que sentimos no colo de mãe, assim que nascemos, seus gestos são análogos: Não existe dor de parto a ser lembrada, há um desejo ardente de abraçar, sentir.

O mar do esquecimento é o lugar onde Deus coloca nossa rebeldia, egoísmo, nossa ambição de sermos deuses, nossos desejos de morte… O sangue de Cristo, naquela cruz, propagou essa “teimosia de paixão”, perdão.

Aquele pai da parábola simboliza também a maravilhosa graça de Deus comum a todos. Não a “todos que” (tive que apagar o “que” porque não há restrição). Ele está lá, fim de tarde no portão, pronto a nos receber maltrapilhos ou não, como somos e estamos. O condicionamento é nosso, a maçaneta da porta só se abre por dentro.

Ele não está longe, mas e nós? Estamos longe dEle?

Jhônatas Cabral


Desejo perdido

Novembro 14, 2008

Lembro-me de quando comecei ler a bíblia ainda criança: era mais um desafio de colegas em lê-la toda primeiro a desejar sua leitura. É claro que não a li por completo e parei logo após o livro de Levíticos. Anos mais tarde, ganhei um novo testamento ilustrado e, como num toque de mágica, descobri a poesia de Jesus e suas estórias e histórias.

Eu abracei a fé cristã ali, numa metáfora qualquer de Cristo, pois ele proporcionou a travessia da prosa em minha mente. Ele apresentou enigmas, suas palavras me atraíram a desvendar os mistérios das minhas dúvidas, os vários reflexos de espelho dos meus olhos.

Como diz a linda canção de Stênio Március:    

“Minha vida é obra de tapeçaria
É tecida de cores alegres e vivasmenino3
Que fazem contraste no meio das cores
Nubladas e tristes

Se você olha do avesso
Nem imagina o desfecho
No fim das contas
Tudo se explica
Tudo se encaixa
Tudo coopera pro meu bem

Quando se vê pelo lado certo
Muda-se logo a expressão do rosto
Obra de arte pra honra e glória
Do Tapeceiro”

Estou redescobrindo que posso voar com Jesus assim como fazia em meus primeiros versos de gratidão quando criança. É como diz meu escritor preferido (o Rubem): “O espiritual é um espaço dentro do corpo onde coisas que não existem, existem”. Concordo também com Nietzsche: “Eu só poderia crer num Deus que soubesse dançar”, ou seja, um Deus vento…

Aqui eu sugiro que você pare um pouco e visualize a liberdade. Você quer voar?

Uma grande amiga certa vez me disse que, comumente, sonhava voando e confesso que, desde essa nossa conversa, venho tentando sonhar do mesmo jeito, mas ainda não consegui. No entanto, sonho assim de olhos abertos. Em cada sonho doado por Deus as pedras, que me fazem ser pesado, desaparecem.

Jesus, mais que respostas, nos trouxe perguntas. Diante de um grande mestre e PhD em leis religiosas chamado Nicodemos, ele falou “Na verdade, na verdade, te digo que aquele que não nascer de novo não pode ver o reino de Deus.”(João 3.3)

Uma pane mental, uma incoerência, algo que saia na contramão da razão, fez Nicodemos perguntar com aquela pitadinha de sarcasmo: “Como pode um homem nascer sendo velho?” Porventura, pode tornar a entrar no ventre de sua mãe e nascer?”(João 3.4)

Os inquisidores têm horror ao vento, querem engaiolá-lo. Jesus ofereceu a Nicodemos a poesia, palavras que nos fazem alçar vôos:

“O vento assopra aonde quer, e ouves a sua voz, mas não sabes donde vem, nem para onde vai; assim é todo aquele que é nascido do espírito” (João 3.8)   

 Jesus, como num discurso poético, apresentava às pessoas o que faltava no mundo real, o desejo do que se perdeu. A cura da tristeza que sentimos quando todas as coisas como casa, um amor verdadeiro, automóvel, etc. São conquistadas, satisfeitas.

E para dar pausa à minha prosa para que você comece a sua, cito mais uma vez o Rubem:

“Espiritualidade: a busca desse desejo perdido, desejo de vida, que nos libertaria dos desejos de morte que nos petrificam…

É preciso Voar…”  

 

Jhônatas Cabral


Um livro que comerei com um enorme prazer!

Novembro 10, 2008

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Em estado de êxtase, numa livraria, vi a capa da edição centenária de ORTODOXIA de G.K. CHESTERTON. Comecei a ler as primeiras palavras e quando me dei conta, já fazia o pagamento no caixa ansiosamente.

 

“Essa é a emocionante aventura da ortodoxia. As pessoas adquiriram o tolo costume de falar de ortodoxia como algo pesado, enfadonho e seguro. Nunca houve nada tão perigoso ou tão estimulante como a ortodoxia. Ela foi a sensatez, e ser sensato é mais dramático que ser louco. Ela foi o equilíbrio de um homem por trás de cavalos em louca disparada, parecendo abaixar-se para este lado, depois para aquele, mas em cada atitude mantendo a graça de uma escultura e a precisão da aritmética.”

 

Chesterton


Louvando a Deus com Toquinho e Vinícius

Novembro 8, 2008

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O Velho E A Flor
Toquinho / Vinicius De Morais
 

Por céus e mares eu andei

Vi um poeta e vi um rei

Na esperança de saber

O que o amor.

 

Ningém sabia me dizer.

Eu já queria até morrer

Quando um velhinho

Com uma flor assim falou:

 

O amor é o carinho

E o espinho

Que não se ver em cada flor.

 

É a vida quando

Chega,

Aberta em pétalas de amor.