Revisões insólitas

Outubro 2, 2009

Fim de noite e também estou com saudades de mim. Escrevo meus pensamentos, mas só desejo citar Thomas Merton:

Uma das chaves para a verdadeira experiência religiosa ( prefiro espiritual ) é a compreensão esmagadora de que, não importa o quanto nos detestemos, Deus não nos detesta. Essa percepção nos ajuda a entender a diferença entre nosso amor e o dele. O nosso é uma necessidade; o dele, uma dádiva.


Julho 24, 2009

  

 ”Quando um assunto se torna tema para o humor dos cartunistas é porque já se tornou objeto de uma aflição coletiva”

(Rubem Alves)

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“O mundo das ideias religiosas”

Junho 1, 2009

Às vezes me pego querendo compreender tudo: Anoto, armazeno na memória, investigo, debato, discordo, concordo, olho de lado, ironizo, interrogo, duvido e me apronto rumo ao conhecimento. Entretanto, como compreender o canto de um sabiá?  Ou como entender a lambida de afeto de uma leoa voraz no ferimento de seu filhote? É… Tem coisas que não foram feitas para compreender, mas simplesmente  amar. Eu penso tanta coisa louca sobre Deus que acho que ele vivi rindo de mim, assim como um pai que ri das travessuras dos seus filhos. Tenho a leve impressão que o meu Deus não é diferente do seu, pois geralmente os nossos deuses são reflexos de nossos espelhos. Por exemplo, amo jardins e vejo um Deus jardineiro. Há aqueles que gostam de vingança, qual seria o Deus deles? Acho que é por isso que as religiões existem: para abrigar deuses diversos (ou engaiolá-los)

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Jhônatas


Oração de uma criança

Junho 1, 2009

“Deus, que os maus não sejam tão maus e que os bons não sejam tão chatos. Amém.”


Junho 1, 2009

Não é preciso acreditar em Deus para orar. A mãe que arruma o quarto para o filho que já morreu está orando. Ela ora diante de uma ausência. As ausências são a morada dos objetos amados que se perderam no tempo. Oração é a saudade transformada em poema. Oração é o suspiro da criatura oprimida.

Rubem Alves


“in dubio pro reu”

Junho 1, 2009

A presunção de inocência é uma das primeiras coisas que aprendemos no Direito. Este filme reflete exatamente a intolerância dos prejulgamentos, o quanto podemos destruir pessoas com palavras, falsas acusações ou simplesmente não ouvir o outro – convicções perigosas.

Duvida


A travessia de Deus?!

Maio 5, 2009

“Deus procura a Si mesmo em nós, e a aridez e o pesar do nosso coração são o pesar de Deus que não é conhecido em nós, que não pode encontrar a Si mesmo porque não ousamos acreditar ou confiar na incrível verdade de que Ele pode viver em nós, e o faz por escolha, por preferência. Mas de fato existimos somente para isto: para sermos o lugar que Ele escolheu para Sua presença, Sua manifestação no mundo, Sua epifania.”

 

Thomas Merton


William, o Douglas!

Maio 2, 2009

Conhecê-lo pessoalmente foi algo bem marcante. Suas primeiras palavras, após uma bela exposição de suas conquistas e trajetórias vitoriosas, foram: “Não se impressionem com o meu currículo”, e assim pude perceber desde o primeiro aperto de mão: Posso chamá-lo de William!

William Douglas e Jhônatas

Suas exortações estão bem gravadas em minha mente e adicionadas ao meu bolso de menino, sempre cheio de coisas legais. Um dia, se Deus permitir, terei também o privilégio de escrever e contar a muitos sobre meus fracassos, aquilo que foi ponte para alcançar meus sonhos, não é William?

Sim, podemos ser melhores que nós mesmos. Acordarmos de manhã e fazer o que amamos, evitando repetir os erros, encontrando o poder da graça – A vida em si. Cotidianamente, parece que o propósito de nossa existência está a nos chamar, sua paciência é infinita e ele acredita que iremos encontrá-lo.

 

Jhônatas Cabral

 


Espírito dialético…

Março 23, 2009

As grandes coisas exigem silêncio, ou que delas falemos com grandeza: com grandeza significa: com cinismo e inocência.

 

 

(Nietzsche)


Receita para ser amado

Fevereiro 17, 2009

      Fiquei refletindo, nesse último fim de semana, sobre uma cena que vi no metrô de Recife (aliás, imagino que se escrevêssemos tudo o que observamos num metrô, produziríamos literaturas marcantes). Sentei-me ao lado de uma garota, ela tinha em seus ouvidos aqueles fones de mp3, 4, sei lá qual. O fato é que em sua frente havia uma velhinha magérrima falando com ela praticamente sem pausas. A cada estação, sua prosa ficava mais longa. Imaginei que a garota não estaria ouvindo-a, mas de vez e quando ela balançava a cabeça como sinal de confirmação e seus olhos estavam concentrados na velhinha. De repente, percebi que ou ela havia diminuído o volume do aparelho ou o teria desligado, pois prestava atenção àquelas palavras com timbre envelhecido de uma forma muito compassiva. Alegrei-me em presenciar aqueles momentos… Não quis interferir em nada, apenas contemplar. Não sabia o nome daquela garota, mas tinha certeza de uma coisa: Ela era uma pessoa bastante amada. Em seu interior sabia que aquela velhinha carecia de ouvidos que a escutassem sem combates, interferências, cortadas. Seu silêncio diante da fala do outro foi a mais bela linguagem. A velhinha se levantou, foi-se em direção à porta e antes de sair falou à moça: – “Tchau”. Percebi que aquela simples palavra significava “Eu gosto muito de você”. É… Amamos mais a quem nos ouve. 

 

 

 

 

Jhônatas Cabral