Na travessia de uma alegria de menino!
Janeiro 27, 2008Amigo Del!
Janeiro 24, 2008Árvores… Um ótimo pseudônimo!
Janeiro 24, 2008“Não quero ser um deus ou um herói, apenas tornar-me uma árvore, crescer um longo tempo, e não ferir ninguém”.(Czeslaw Milosz)
Sem desmerecer o pensamento autobiográfico deste admirável poeta, antes arrendando ao meu, fico a pensar que uma árvore pode indiretamente ferir pessoas. Talvez essa seja uma justificativa irônica, pois só assim consigo entender o desmatamento, o arrancar de árvores que não querem ferir ninguém. Árvores mal interpretadas que são vistas como deuses em exibição, heróis com segundas intenções, hereges com uma visão errônea, revolucionários sem mérito, sensíveis demais, e outros “bla, bla, bla”.
Árvores que incomodam, afinal em um meio urbano, árvore que cresce atrapalha, prejudica o bem social, então por um bem maior, e como “os fins justificam os meios”, o sacrifício de ferir uma árvore é mais que válido, é fundamental.
Pura demagogia. Quanta democracia disfarçada! É coerente que toda democracia necessite de um controle, mas um controle harmonioso e não cortante.
Em nome desse controle a ordem não pode ser questionada, não se vive o que muito se prega, o “ganhar o teu irmão” escrito nas escrituras sagradas em Mateus 18.15 é sufocado, pois não se precisa mais de diálogos, conciliações, já se tem a ordem e ela é condição sinequanon, ou seja, árvores que devem ser cortadas. Estão crescendo demais… O que isso acarretará?
Em meio aos meus pensamentos imperfeitos, imagino que essas árvores não têm nem a escolha do suicídio (e Aleluia por isso), pois sua natureza é enraizada, mesmo que sua raiz fique bamba e morra, não acredito que ela morra totalmente. Se ainda existir um “cheiro” de água ela ainda estará lá. Mesmo cortada, algum vestígio de sua raiz dará vida, talvez a outra árvore.
E assim, sem poder se defender, sem querer ferir ninguém, ela continua sua jornada, ela cresce. Até o dia que plenamente alcance o céu, ou simplesmente o coração das almas cortantes.
Jhônatas Cabral
Deu vontade de escrever…
Janeiro 13, 2008Escrevo sempre o desejo do que vejo por entre o meio do desprezo e da dor. Afim de que se torne maravilhoso aquele desejo do que vejo por entre o meio do afeto e do amor. Ainda resta tanta coisa a escrever, sobretudo a amar. Se precisar uso as palavras, se precisar brinco de seriedade. Se precisar faço rima, se precisar não sou preciso. Mas já preciso, todavia, da voz alada dos sonhos de menino. E preciso das mãos para viver a escrita. Dar vida às letras, o sentido do escrito. Jhônatas Cabral
Janeiro 13, 2008
Sem meias palavras,
Semeia a palavra,
Cultiva a boa semente;
Espalha por este solo da Terra
Poemas.
A pena, a peneira, a pepita,
Garimpa, lapida;
Descobre o tesouro,
Cava com a pá.
Provoca o vocabulário,
Bulindo no vocabulário;
Burla o sentido, faz o belo.
Elabora, labora.
Procura a cura no verso.
Emoção, reação adversa;
É perverso ver o mundo
Sem teu olhar, poeta.
Se te moves, poeta,
Comoves;
Poeta, não te acomodes
Nas cavernas da melancolia.
Janeiro 3, 2008
Clube da Esquina II
(Milton Nascimento/Lô Borges/M.Borges)
Por que se chamava moço
Também se chamava estrada
Viagem de ventania
Nem lembra se olhou pra trás
Ao primeiro passo, aço, aço….
Por que se chamava homem
Também se chamava sonhos
E sonhos não envelhecem
Em meio a tantos gases
lacrimogênios
Ficam calmos, calmos
E lá se vai mais um dia
E basta contar compasso
e basta contar consigo
Que a chama não tem pavio
De tudo se faz canção
E o coração
Na curva de um rio, rio…
E o Rio de asfalto e gente
Entorna pelas ladeiras
Entope o meio fio
Esquina mais de um milhão
Quero ver então a gente,
gente, gente…
Escrito por Jhônatas Cabral 
Escrito por Jhônatas Cabral
Escrito por Jhônatas Cabral 



