[Difícil ou Fácil]

Dezembro 22, 2007

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“Jesus ordenou “amar o próximo” porque é fácil amar o distante. O próximo é aquele que está no meu caminho, que tem o poder de me dizer não. Mais difícil que amar os doentes, que são carência pura, fraqueza pura, dependência pura, mendicância pura, é amar aqueles que estão ao meu lado e que são tão fortes quanto eu.”
(Rubem Alves)


Restauração

Dezembro 17, 2007

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“Saiu aquele que estivera morto, tendo os pés e as mãos ligados com ataduras
e o rosto envolto num lenço. Então, lhes ordenou Jesus: Desatai-o
e deixai-o ir.” (Jo 11.44.)

 

Essa passagem bíblica demonstra claramente o papel restaurador em que a igreja é co-participante de Cristo. Aquilo que é designado a nós como comunidade, irmandade, seres humanos. O Cristo estendido a todos através da disposição das nossas mãos. Tal como o milagre da ressurreição, o “milagre” do desatar as ataduras permanece para sempre nos corações daqueles a quem cuidamos.    


Prosa e poesia

Dezembro 15, 2007

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Evelyn e Jhônatas

Fotografia: Jhônatas Cabral


Dezembro 12, 2007

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As esperanças são seqüestradoras de sonhos e ideais,

são

capangas

da realidade.

 

Oxalá que eu esteja errado,

não desejaria estar certo.

 

Pois o certo é

não desapegar

tanto da esperança.

Jhônatas Cabral


Dezembro 10, 2007

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“Os três jovens, completamente vestidos com os seus mantos, capas, chapéus e todas as outras roupas, foram amarrados e jogados na fornalha. A ordem do rei tinha sido cumprida, e a fornalha estava mais quente do que nunca; por isso, as labaredas mataram os soldados que jogaram os três jovens lá dentro” Daniel 3. 21,2

A principio não entendo a passividade destes três jovens: “Ó rei, nós não vamos nos defender” versículo (16.b) depois me rendo às suas declarações de fé e coragem: “Pois, SE o nosso Deus, a quem adoramos, QUISER, ele poderá nos salvar da fornalha e nos livrar do seu poder, ó rei” versículo 17.

E fico imaginando a dança no fogo…

Intensamente, o desejo do fogo purificador da alma!

“Eles estão passeando lá dentro, sem sofrerem nada. E o quarto homem parece um anjo” (25)

Aquilo que seria destruidor transformou-se em renascimento.
Aquilo que parecia humilhante se torna exaltante.

Há esperança quando passamos pelo fogo.

Os três jovens aceitaram seus percursos.
E dessa aceitação evidenciou-se uma glorificação.

“Pois não há outro Deus que possa salvar como este”. (29)

E já canto “Fire” com Bono Vox:

“But there`s a fire inside/ when i`m falling over there`s a fire in me/ when I call out I built a fire/ i`m going home…”

“Mas existe uma chama por dentro/ quando me precipito existe um fogo queimando em mim/ quando eu clamo eu faço uma fogueira/ estou voltando para casa.”

 


[Prosa com Tiradentes]

Dezembro 10, 2007

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Fotografia: Rodrigo Costa


‘quebrando protocolo’

Dezembro 7, 2007

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Dezembro 7, 2007

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Eu

Fotografia: Rodrigo Costa


Dezembro 5, 2007

outono.jpg Assim no palco das peças do vazio, lá onde tememos o vôo, encontramos uma arte que nos adota como seus discípulos, uma arte doadora de belas incertezas.

Digo belas, pois proporcionam emoções primitivas de curiosidade, daquilo que não podemos ver, tão somente esperar com esperança.    

Jhônatas Cabral


Maré

Dezembro 4, 2007

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Gosto de assistir mais de uma vez os filmes que gosto.
Tenho mania de anotar tudo aquilo que de alguma forma
mais se aprofunda em mim.
Gosto dos finais dramáticos ou menos usuais,
daqueles que nos tiram a alegria e depois nos faz transbordá-la.
Incrível como podemos reverter o negativo em positivo,
o desprezível em maravilhoso, assim também como o inverso deles.
Essa junção extraordinária dos oximoros da vida,
o quanto de calor um gelo proporciona,
me dá uma sensação de paz.
Positivo
e
negativo.
Obscuridade e clareza.
Tornar a idéia impressionante para a imaginação,
 pois a vida é simples todavia o percurso não.
Em um momento nos encontramos na faixa da privação,
em outro nos é permitido a ultrapassagem da vastidão dos
sentimentos.

E nessa estrada o permanente, à moda de Heráclito, se torna
a mudança.
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“- Foi aí que me vi envolvido por uma sensação reconfortante.
Eu sabia… De alguma forma que tinha de ficar vivo,
de algum jeito tinha que continuar respirando mesmo
sem motivos de esperança.
Minha lógica dizia que nunca mais veria este lugar de novo.
E foi o que eu fiz, fiquei vivo, continuei respirando.
E, um dia essa lógica mostrou está errada
porque a maré veio e me trouxe a vela.
E agora estou aqui. Estou de volta em Menphis, conversando com você.
Tem gelo no meu copo e eu a perdi de novo.
Estou muito triste de não ter a kelly.
Mas sou grato por ela ter ficado comigo naquela ilha.
E sei o que tenho que fazer agora.
Tenho que continuar respirando.
Porque, amanhã o sol nascerá e quem sabe o que a maré poderá trazer?”
(do filme NÁUFRAGO, diálogo entre Chuck Noland e seu amigo Stan)